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Conheça os estudos das origens históricas de Palmeira dos Índios



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Reprodução

A História de Palmeira dos Índios, cidade do interior de Alagoas é marcada por disputas pela posse das terras habitadas por índios Xucuru-Kariri e pela população envolvente. A literatura sobre a fundação da localidade é escassa e se encontra em poucos acervos preservados por particulares, no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, em documentos cartoriais e paroquiais na referida cidade.

As terras atualmente ocupadas pelo município de Palmeira dos Índios formavam inicialmente “um aldeamento dos índios Xucuru, que ali se estabeleceram no fim da primeira metade do século XVII” (TORRES, 1973 p.28). O território era formado de matas nas serras e palmeiras na região do vale. O nome do município[2] veio, pois, em apologia aos seus primeiros habitantes e a abundância de palmeiras em seus campos. “Os nativos formaram seu aldeamento entre um brejo chamado Cafurna e a Serra da Boa Vista.” (TORRES, 1973, p.27).

A vila de Palmeira dos Índios foi criada em 1835 através da resolução Nº 10 de 10 de abril, assinada pelo presidente da Província, José Joaquim Machado. O fato atendia aos anseios dos moradores que acreditavam num florescimento em curto prazo, mas não previam que esse passo rumo à liberdade política do povoado traria uma série de disputas pelo poder e pela posse territorial, rompendo com as bases da cultura fundante do lugar que passaria a condição de figurante no processo que se iniciou a partir então.

A data exata da criação da freguesia não é conhecida. Segundo Espíndola, é 1798. Outros autores, como Barros, Torres e Brandão enfatizam o ano de 1789, o que indica haver entre eles uma troca nos dois últimos algarismos. Apesar da criação da vila pela resolução nº 10, de 10 de abril de 1835, desmembrada da vila de Atalaia, sua instalação só se tornou válida depois da Resolução nº 27, de 12 de março de 1838 e esta foi suprimida pela Lei nº 43, de 23 de junho de 1853 e elevada à categoria de cidade pela Lei nº 1113, de 20 de agosto de 1889. Seu termo fazia parte, desde a criação, da comarca de Atalaia, passando, em 1838, para a de Anadia. Em 1872, pela Lei nº 624, de 16 de março, foi criada à sua comarca com o seu termo.

Segundo Antunes (1965, p 11) em 1770 chegou à região frei Domingos de São José com o objetivo de converter os índios ao cristianismo. Posteriormente, em 1773, o franciscano obteve de D. Maria Pereira Gonçalves (herdeira da Sesmaria de Burgos) e dos seus herdeiros a doação de meia légua de terra para patrimônio da capela que aí foi construída, sendo consagrada ao Senhor Bom Jesus da Morte. A escritura foi lavrada pelo tabelião Manoel Pereira da Rocha em 27 de junho de 1773 no cartório da comarca de Garanhuns.

Conforme descrito no texto da escritura, a doação foi feita para frei Domingos de São José, para que este desenvolvesse o trabalho missionário de catequese indígena e a edificação de uma capela. Com o processo de catequese em desenvolvimento, foi construída uma segunda capela na parte mais alta da planície, no sopé da serra, com o intuito de fazer desenvolver uma povoação naquele local. O padroeiro da capela do alto, Bom Jesus da Boa Morte foi substituído por Nossa Senhora do Amparo e um padre foi nomeado para dirigir os trabalhos na nova igreja, o Padre João Morato Rosas.

A criação da igreja e o estabelecimento do padre na região foram elementos propulsores para um considerável fluxo de pessoas no vale, entre elas alguns comerciantes e tropeiros que foram lentamente estabelecendo residência no entorno da capela, criando, desse modo um pequeno aglomerado populacional de não índios no sopé da serra enquanto que a parte mais alta do território era habitada pelo povo Xucuru-Kariri.

À medida que o povoado crescia, os comerciantes iam se estabelecendo e trazendo suas famílias enquanto os índios assistiam esse estabelecimento do “progresso”, algumas cercas começavam a ser erguidas, delimitando posses, cercando nascentes d’água, e criando a privatização de um espaço que o índio estava habituado a usar livremente. Nos anos seguintes, os limites foram ficando mais sólidos e o índio já não mais podia andar pelo território que lhe pertencera. Nesse aspecto, Ivan Barros (1969) é enfático quando afirma que o índio foi expropriado do seu patrimônio e submetido a humilhações à medida que a vila surgia. Destaca que,

(…) de 1821 a 1822 os indígenas, depois de muitas humilhações e explorações, conseguiram recuperar as terras invadidas pela horda de ‘cara-pálidas’, numa campanha chefiada por Diogo Pinto, que, desfrutando de um sólido prestígio junto do Presidente e da Assembleia Provincial, logrou êxito em seus objetivos, quando o Juiz das Sesmarias, sargento-mór José Gomes da Rocha, lavrou o termo demarcando o “Rio Pau da Negra a Panelas”, conforme reivindicação dos próprios indígenas. (BARROS, 1969, p.28)

Vale destacar que a reivindicação dos indígenas só foi atendida graças à política clientelista existente e tão fecunda no Brasil, fazendo com que já naquela época se estabelecesse entre os nativos e o colonizador alguns laços de dependência, de contratualismo e de reciprocidade. Dessa forma, o direito que lhes era assegurado ecoava como que troca de favores e necessidade de efetivação de laços de dependência com algum não índio poderoso na sesmaria. Nasceu, assim, o processo de exclusão do povo indígena dentro do seu próprio território, de modo que os mesmos passam a ser pouco evidenciados na história da cidade, apesar da sua presença física nas matas que a circundam.

Conhecida como a Princesa do Sertão por se localizar na faixa de transição entre o agreste e o sertão, Palmeira dos Índios tem também sua origem explicada por uma lenda sobre o amor proibido entre um casal de índios Xucuru-Kariri, os primos Tilixi e Tixiliá. Esta lenda é amplamente divulgada na região e foi publicada em várias versões, desde a original pelo seu criador, Luiz Torres, até versões contemporâneas adaptadas para crianças e até mesmo como história em quadrinhos, o que fortalece a imagem dos nativos enquanto presença viva na história local.

1 Os Xucuru-Kariri em Palmeira dos Índios

Em Palmeira dos Índios habitam índios aldeados na Fazenda Canto, Mata da Cafurna, Serra da Capela, Cafurna de Baixo, Serra do Amaro, Coité, Boqueirão e Riacho Fundo. Encontram-se divididos em oito (08) aldeias reconhecidas pela Fundação Nacional de assistência ao Índio – FUNAI e uma (01) aldeia na Fazenda Monte Alegre ainda não reconhecida pelos seus pares, pelos órgãos de tutela e pela sociedade envolvente.

Os indígenas das aldeias reconhecidas são da etnia Xucuru-Kariri e os que habitam a Fazenda Monte Alegre se autodenominam Xucuru-Palmeira, mas se dizem pertencentes ao mesmo grupo dos primeiros, porém não são reconhecidos por eles. Na cidade, são todos conhecidos como Xucuru. Contudo, os atuais índios principalmente os mais velhos afirmam que ouviram seus avós dizerem que “eles não são Xucuru, mas sim índios Kariri da tribo Wakonãn”. O termo Xucuru é um apelido, afirmam. É necessário salientar que todas as aldeias ficam ao norte da cidade e ocupam as serras em sua volta. Essa localização deve-se, segundo os índios, à possibilidade de visualização do vale o que lhes permitia no passado identificar qualquer ameaça de invasão a suas terras.

Segundo alguns estudiosos alagoanos, entre eles Clóvis Antunes, Luiz Torres, Ivan Barros, Siloé Amorim, Sávio Almeida e Silvia Martins, os Xucuru palmeirenses são oriundos da Serra do Ororubá em Cimbres, atual município de Pesqueira em Pernambuco.

Contam os atuais indígenas palmeirenses que uma família Xucuru de Cimbres (Pesqueira) em Pernambuco saiu das suas terras devido a uma grande seca no sertão pernambucano e solicitou abrigo aos Kariri de Palmeira, recebendo autorização para se fixarem na entrada da Serra da Cafurna, onde hoje existe um bairro e um açude chamados Xucuru. Quando os kariri desciam da Serra da Cafurna e da Serra do Capela, em direção à cidade, visitavam os Xucuru e algumas vezes chegavam a pernoitar em suas casas. Assim, os Xucuru tornaram-se influentes e hospitaleiros. Aos poucos, tornou-se costume chamar todos os índios que habitavam Palmeira dos Índios de Xucuru, em lugar de Kariri-Wakonãn. Daí tornou-se comum e muito generalizado aos moradores da cidade dizerem: “Palmeira dos Índios, terra de Xucuru”, quando deviam afirmar que é terra dos Kariri-Wakonãn.

A cidade de Palmeira dos Índios foi fundada em terras que pertenciam a Sesmaria de Burgos, doada em 23/12/1661[3], ao desembargador Cristovam de Burgos e outros. (TORRES, 1973, p.37). Em 26/07/1712, parte das terras dessa sesmaria foi vendida ao português Manuel da Cruz Vilela que tomou posse no ano seguinte. O sesmeiro foi assassinado em 1729 e a viúva Maria Pereira Gonçalves e os demais herdeiros fizeram a doação, em 1773, de meia légua de terras a frei Domingos de São José, com a condição de que o frei erguesse uma capela ao Senhor Bom Jesus da Boa Morte. Este ano é considerado pela literatura e documentos paroquiais[4] como início do processo de catequese dos índios que já viviam na região. (ANTUNES, 1973, p.47).

Como a igreja foi construída no alto da serra, num local de difícil acesso, denominado Igreja Velha, pouco propício à edificação de uma vila, o frei decidiu transferir a igreja e para isso utilizou-se de uma estratégia para convencer os índios. Retirava ou mandava retirar a imagem[5] da capelinha de palha e a fazia aparecer numa fenda existente no tronco de uma árvore exatamente no local onde atualmente se ergue a igreja Matriz. (TORRES, 1974, p.13).

A povoação da Mata da Cafurna, e ocupação do local conhecido como igreja Velha é confirmado em um Laudo antropológico de 1990, que descreve a realização de algumas escavações a 40 cm de profundidade nas quais encontraram vestígios de cachimbos, discos de pedra polida, lascas de sílex e quartzo, cacos cerâmicos de panelas e urnas funerárias. (HOFFNAGEL, LIMA; MARTINS, 1990, p.11).

No Arquivo Paroquial da Diocese de Palmeira dos Índios encontra-se a referência mais antiga aos índios de Palmeira. O documento com o título História da Palmeira, de autoria do vigário José de Maia Mello faz referência a uma índia Xukuru, de nome Izabel Maria da Conceição, nascida em 1762. Segundo o Vigário, “os índios Xukuru, teriam migrado da aldeia de Cimbres de Pernambuco em 1740, em função da grande seca ocorrida em todo o Nordeste. A migração de Cimbres para Palmeira dos Índios é também referenciada em Hohenthal (1960) que fala da convivência dos Wakonã com os Xucuru como casamento interétnico comum à época. Já Antunes acrescenta que “os índios Xukuru teriam se aldeado à margem do ribeiro Cafurna, entre as terras da fazenda Olhos d´Água do Accioly (atual município de Igaci) e a serra da Palmeira” (ANTUNES,1973, p. 45). Os índios Cariri, segundo o arquivo, são da etnia conhecida como Wakonã, da aldeia de Colégio (atual Porto Real do Colégio, às margens do rio São Francisco, na divisa de Alagoas com Sergipe), que teriam se aldeado na Serra do Cariri onde construíram uma pequena igreja, de palha de palmeira, no atual sítio chamado “Igreja Velha” (ROCHA, 1978, p.11).

A busca por referência sobre a origem desses indígenas nos levou a outros autores que descrevem a ocupação nativa das serras de Palmeira e não divergem nos relatos sobre a migração de Cimbres – PE e Colégio – AL. Aires de Casal fala dos Wakonã e os identifica em Porto Real do Colégio como uma etnia distinta que se originou do distrito de Lagoa Comprida em Penedo – AL (CASAL, 1947, p,182, tomo II), Saint-Adolphe (geógrafo francês) registrou, em 1845, que os jesuítas assentaram os Aconan na aldeia de Colégio. Diz que estes pertenciam à nação Kariri. (SAINT-ADOLPHE,1845). Ainda do século XIX, 1862, existe o relatório do bacharel Manoel Lourenço da Silveira que descreve a existência de “193 índios em Porto Real do Colégio reconhecidos como Coropotó, Cariri e Acunan” (SILVEIRA, 1862 apud ANTUNES 1973, p.20).

Pesquisadores mais recentes como Abelardo Duarte – 1938 e Carlos Estevão – 1935 falam dos índios Waconã em Porto Real do Colégio (DUARTE, 1947, p.36) e (OLIVEIRA, 1941, p 172) e outros escritos vão apresentar argumentos para ligar esses povos aos atuais Xucuru-Kariri. Merece ainda destacar a visita ao nordeste, do zoólogo José Cândido de Melo Carvalho, em 1961, para estudar 18 urnas funerárias encontradas durante a construção de uma estrada, à margem do rio Itiúba. No seu relatório cita que ao chegar a Palmeira dos Índios encontrou aproximadamente 500 a 1000 índios que se autodenominavam Wakoná. (CARVALHO, 1969, p. 70).

Outro fato importante se dá em 1964 quando o Serviço de Proteção ao Índio reconhece, através do seu diretor José da Gama Malcher, os índios de Palmeira como Wakoná (MALCHER, 1964, p.261) afirmando o que Curt Nimuendaju já havia colocado em seu mapa elaborado em 1944 que reconhecia os índios de Penedo como Wakóna. (NIMUENDAJU, 1987, p.62). Os dados ora apresentados tem o intuito de apresentar elementos para justificar a afirmação do porque os índios de Palmeira foram chamados de Wakonã-Xukuru.

Segundo W. D. Hohenthal (1960) “os índios palmeirenses são Kariri oriundos dos cariri da Bahia (as tribos do Médio e Baixo Rio São Francisco)”. Saíram das suas terras fugindo da escravidão que se impunha à medida que a pecuária começava a ser implantada às margens do grande Opara (Rio São Francisco). Acrescenta ainda que “Em fuga, chegaram a Palmeira dos Índios por volta de 1740 quando estas terras ainda faziam parte da Sesmaria de Burgos”.

Dessa forma, os índios de Palmeira conviveram com frei Domingos de São José até quando o rei de Portugal mandou demarcar as terras dos índios fundando as sesmarias indígenas dentro das sesmarias dos brancos, determinando que onde houvesse 100 famílias indígenas fosse fundada uma sesmaria o que assegurou o direito de possuírem duas léguas de terra (TORRES, 1973, p. 62-71). Porém, com a República, o governo considerou extintas todas as aldeias, o que acirrou o conflito territorial que se estende à atualidade.

Os anos seguintes foram marcados por conflitos e lutas pela posse das terras, pela invasão das terras indígenas e pela expulsão dos nativos do vale que atualmente abriga a cidade. Nesse processo, descrito por uma anciã indígena[6] “as malocas foram queimadas e muitos índios foram mortos pelos posseiros armados com armas de fogo que deixavam os arcos, flechas, lanças e tacapes inúteis”.

Os sobreviventes buscaram refúgio na Serra da Cafurna e na Serra da Capela, passando a conviver com os Wakonãn formando a ‘tribo’ chamada de Wakonãn-Kariri-Xucuru. Foi nesse contexto de fusão de povos que estes foram encontrados pelo Frei Domingos de São José. A fusão facilitou o trabalho de catequese dos aldeados que passaram a viver do cultivo da terra, da manipulação das ervas, dos trabalhos da olaria na fabrica de potes, jarras e igaçabas além de outras atividades como o artesanato e a criação de pequenos animais, enquanto nascia uma nova cidade, uma nova cultura e uma nova civilização. (TORRES, 1973, p.68).

O dia 27 de julho do ano de 1773, data da fundação da cidade de Palmeira dos Índios, quando Frei Domingos de São José recebeu em cartório a doação de um terreno para erigir uma capelinha, a Capela dos Índios Wakonãn-Kariri marca o nascimento da cidade.

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[1] Doutorando em Ciências da Religião na Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, Antropólogo (Universidade Federal da Paraíba – UFPB) e Historiador (Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL), Professor de História Indígena e Antropologia na Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL, Campus III – Palmeira dos Índios.

[2] Não encontrei registros na cidade sobre quem lhe atribuiu o nome Palmeira dos Índios, nem quando isso se deu. Os documentos da prefeitura e da paróquia, bem como os livros publicados por Luiz Torres e por Ivan Barros fazem referência Espíndola quando citam a data da criação da freguesia em 1798, porém a criação da vila de Palmeira dos Índios data de 1835 e a elevação à categoria de ciadade é de 1889.

[3] A doação se deu através de Alvará de Doação e Sesmaria emitido pelo governador Afonso Furtado de Castro de Rio de Mendonça.

[4] Informações deixadas no livro de atas da paróquia pelo vigário José de Maia Mello, cujo vicariato ocorreu de 1847 a 1899.

[5] Segundo depoimentos de anciãos da Aldeia Mata da Cafurna o frei decidiu transferir a imagem porque não conseguia evitar que os índios a enfeitassem com penas.

[6] Entrevista realizada em 26 de novembro de 2011 na Aldeia Indígena Mata da Cafurna.


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