Filho de vereador é investigado por suposto abuso e agressão; Cícero Companheiro afirma ser vítima de perseguição política

Vereador Cícero Companheiro nega acusações de estupro e defende filho em caso de Joaquim Gomes
Vereador nega acusações de estupro dada ao filho e diz que ele foi agredido por mãe de menor – Foto: Acervo pessoal
O filho do vereador Cícero Ferreira de Lima, conhecido como Cícero Companheiro (PSDB), está sendo investigado pela Polícia Civil de Alagoas após ser acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos e agredir a mãe dela, na tarde de terça-feira (28), em Joaquim Gomes, na Zona da Mata alagoana. O jovem, Emanuel Lucas, de 19 anos, nega as acusações e, por sua vez, o vereador alegou que ambos são vítimas de uma perseguição política.A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e que já foi solicitado o exame pericial de conjunção carnal para apurar a veracidade das denúncias. De acordo com a Polícia Militar, a mãe da vítima flagrou o suposto abuso e, ao confrontar o jovem, foi agredida fisicamente. Após o ocorrido, o vereador teria ido até a residência da vítima e, segundo relatos, tentou persuadir a mãe a não denunciar a situação.

O comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Adriano Levy Monteiro, informou que, quando a polícia chegou ao local, a vítima já havia sido retirada para garantir sua segurança. A adolescente foi encaminhada ao Hospital da Mulher, em Maceió, onde foi realizada a coleta de provas para o exame de corpo de delito.

Cícero Companheiro afirmou que as acusações contra seu filho são parte de uma perseguição política, pois ele tem se oposto à administração municipal. O vereador explicou que tomou conhecimento do ocorrido através de vizinhos e foi até a residência da adolescente, onde seu filho teria negado qualquer envolvimento com a vítima. Segundo Cícero, Emanuel Lucas estava apenas conversando com a adolescente na sala da casa quando a mãe dela chegou e, durante o confronto, teria agredido o jovem com uma garrafa.

“Isso que postaram é uma perseguição política, porque eu venho fazendo um trabalho de rua, denunciando a atual gestão. Ontem, por volta das 7h, duas senhoras, inclusive a avó da menina, vieram até a minha casa para questionar o que estava acontecendo. Foi quando eu tomei conhecimento e fui procurar meu filho”, disse Cícero.

Vereador Cícero Companheiro diz que estão sendo vítima de perseguição política (Foto: Acervo pessoal)

Cícero também afirmou que seu filho foi agredido pela mãe da adolescente, necessitando de cuidados devido ao corte na cabeça. O vereador disse que sua filha teve que intervir para que Emanuel pudesse sair do local em segurança. Além disso, ele revelou que pretende mover uma ação judicial contra a mãe da vítima pela agressão que seu filho teria sofrido.

“Meu filho foi pegar um carregador de celular na casa da adolescente e estava sentado na sala, conversando com ela, quando a mãe chegou. Ela [a mãe da adolescente] espancou o meu filho, bateu com uma garrafa na cabeça dele e causou um corte. Foi necessário a menina intervir para que ele pudesse sair de casa”, ressaltou Companheiro.

A Câmara Municipal de Joaquim Gomes, quando procurada, informou que o caso é de caráter pessoal do vereador e, por isso, não se manifestaria publicamente.

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