Temporal castiga estados brasileiros, deixa 10 mortos, desaparecidos e milhares de desalojados

 

As fortes chuvas que atingem diferentes regiões do Brasil continuam provocando um rastro de destruição, mortes e desespero. Da região Nordeste ao Sul do país, os temporais expõem a vulnerabilidade de cidades inteiras diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.

Na Paraíba, os volumes elevados de chuva causaram alagamentos em diversas cidades, deixando comunidades isoladas e forçando cerca de 1.800 famílias a deixarem suas casas, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional.

Em Guarabira, dois homens morreram eletrocutados enquanto organizavam uma corrida de rua em homenagem ao Dia do Trabalhador. Já em João Pessoa, 11 famílias ficaram desabrigadas após o transbordamento de áreas na comunidade Engenho Velho. Em apenas 48 horas, a capital registrou 219 milímetros de chuva, conforme o Cemaden.

Em Pernambuco, o cenário também é preocupante. Na capital, Recife, fortes chuvas elevaram o nível de rios e canais, provocando alagamentos em vários bairros e deixando moradores em alerta. Áreas de morro registraram risco de deslizamentos, levando a Defesa Civil a emitir avisos e orientar a saída preventiva de famílias em locais de risco. 6 pessoas morreram, entre elas duas criança.

Jaqueline, Riquelmy e Maria Helena morreram em um deslizamento de barreira em Recife – Foto: Reprodução 

Na tarde deste sábado (2), os bombeiros informaram que retiraram o corpo de um homem de 34 anos que morreu afogado durante uma inundação em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana.

Em Olinda, uma jovem de 20 anos e o filho dela, um bebê de 6 meses, morreram após serem soterrados num deslizamento de terra no bairro do Passarinho.

Em Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, uma barreira caiu sobre a casa de uma família, matando a mãe e o filho de 6 anos. A irmã do menino, de 1 ano e 6 meses, morreu no hospital.

Em Olinda, deslizamentos de barreiras voltaram a preocupar moradores, principalmente em comunidades mais vulneráveis. Já na Região Metropolitana e Zona da Mata, o acúmulo de água comprometeu vias e dificultou o tráfego, além de causar transtornos no transporte público.

O estado já havia enfrentado episódios recentes de deslizamentos fatais, o que aumenta a tensão entre os moradores diante de novos alertas de chuvas intensas.

No Sul, o drama se repete com ainda mais força. No Rio Grande do Sul, um naufrágio na Lagoa dos Patos, em Pelotas, deixou quatro pescadores à deriva. O corpo de uma das vítimas foi encontrado neste sábado (2), enquanto três seguem desaparecidos.

Outro caso trágico foi registrado em Canguçu, onde o agricultor Éverton Duarte Köhler, de 24 anos, morreu após sofrer uma descarga elétrica dentro de casa, enquanto utilizava o celular conectado à tomada.

As autoridades haviam emitido alertas prévios para tempestades severas, com previsão de granizo, ventos de até 90 km/h e descargas elétricas, mas os impactos foram inevitáveis e já atingem ao menos 19 municípios gaúchos.

Diante do cenário, equipes de resgate seguem mobilizadas em diferentes estados, enquanto milhares de famílias enfrentam perdas e tentam recomeçar. Especialistas alertam que a frequência e intensidade desses eventos extremos reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres e adaptação às mudanças climáticas.

 

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