Rompimento político desencadeia exonerações em série no governo de Alagoas e em Maceió

 

O cenário político em Alagoas ganhou novos contornos após o aprofundamento do rompimento entre o vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o governador Paulo Dantas (MDB). Como reflexo direto dessa ruptura, o governo estadual iniciou a exoneração de servidores comissionados ligados ao grupo político de Lessa, especialmente em setores estratégicos como a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) e o gabinete da vice-governadoria.

As mudanças foram oficializadas por meio de publicações no Diário Oficial e ocorrem logo após a aproximação de Lessa com o PSDB, movimento que selou o distanciamento definitivo entre os antigos aliados. Nos bastidores, integrantes do governo classificam a medida como uma “ação pedagógica”, interpretada como um recado claro de que não há mais espaço para indicações de quem deixou a base governista.

Governador Paulo Dantas e o prefeito de Maceió Rodrigo Cunha-Reprodução

Levantamentos preliminares apontam que mais de 80 cargos comissionados foram atingidos, além de contratados, número que pode ultrapassar 100 exonerações. A decisão reforça a prática recorrente na política brasileira de reconfiguração administrativa após rompimentos partidários.

Na capital, o movimento segue a mesma lógica. A gestão do prefeito Rodrigo Cunha também vem promovendo substituições e exonerações de indicados ligados a grupos políticos que se afastaram da administração. A estratégia evidencia que, tanto no âmbito estadual quanto municipal, alianças políticas continuam sendo determinantes na ocupação de espaços dentro da máquina pública.

Analistas avaliam que o episódio marca não apenas um rearranjo administrativo, mas também o início de uma nova fase de disputas políticas em Alagoas, com impactos diretos nas articulações para as próximas eleições.

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