Luto no esporte: morre Oscar Schmidt, referência histórica do basquete, aos 68 anos
O basquete e o esporte brasileiro estão de luto. Nesta sexta-feira (17) morreu Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte no país. Conhecido mundialmente pelo talento nas quadras, o ex-atleta faleceu aos 68 anos após sofrer uma parada cardiorrespiratória, em Santana de Parnaíba (SP).
Apelidado de “Mão Santa”, Oscar construiu uma carreira marcada por precisão, disciplina e paixão pelo jogo. Apesar da fama, ele costumava rejeitar o apelido com humildade, destacando que seu sucesso era fruto de treino intenso e dedicação.

Dono de números impressionantes, o ex-jogador participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, entre 1980 e 1996, e mantém até hoje o recorde de maior pontuador da história olímpica do basquete, com 1.093 pontos. Pela seleção brasileira, acumulou 7.693 pontos, consolidando-se como o maior cestinha do país.
Entre os momentos mais emblemáticos da carreira está a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil superou os Estados Unidos em uma vitória histórica que emocionou o país.
O legado de Oscar ultrapassa números. Ele foi reconhecido internacionalmente com a inclusão no Hall da Fama do basquete e também recebeu homenagens de entidades como a Federação Internacional de Basquete e o Comitê Olímpico do Brasil.
Fora das quadras, era conhecido pelo carisma e pela ligação com a família. Ele deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie.
Ídolo de gerações, Oscar Schmidt eternizou a camisa 14 e ajudou a popularizar o basquete no Brasil, inspirando milhares de jovens atletas. Sua história permanece como símbolo de talento, perseverança e amor ao esporte.
