Presidente do PT nacional teria se reunido com JHC em encontro reservado em Maceió, segundo bastidores políticos

Não constava na agenda oficial, não houve registro fotográfico e tampouco divulgação pública. Ainda assim, o encontro teria ocorrido, segundo informações de bastidores repassadas ao blog do Edivaldo Júnior por uma fonte considerada confiável e confirmadas por um importante interlocutor.
Antes de deixar Alagoas, na sexta-feira (10/04), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, teria mantido uma reunião reservada com o ex-prefeito de Maceió, JHC. O encontro, segundo as informações, teria acontecido em um ambiente privado, sem a presença de outras lideranças partidárias.
Em declaração recente durante agenda em Maceió, Edinho afirmou: “Quero conversar muito com o JHC”, sinalizando interesse em aproximar o ex-prefeito do campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes disso, o dirigente participou de entrevista coletiva na sede do PT no estado.
A agenda do presidente nacional do PT em Alagoas também incluiu reuniões com outras lideranças políticas. Ele esteve com o governador Paulo Dantas no Palácio dos Palmares e participou de encontros reservados com interlocutores locais, fora da agenda oficial.
Durante a passagem pelo estado, Edinho reforçou o discurso de organização das forças políticas em torno da reeleição do presidente Lula. Nos bastidores, porém, aliados apontam que a visita também teve como objetivo avançar no diálogo com JHC e avaliar sua possível aproximação com o campo governista.
Segundo essas mesmas fontes, haveria ainda a leitura de que existiria um compromisso político envolvendo o nome de JHC e o governo federal, relacionado ao processo de indicação da procuradora Marluce Caldas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O conteúdo desse eventual entendimento, no entanto, não foi confirmado publicamente.
Nos bastidores do PT, a avaliação é de que JHC vem promovendo uma reconfiguração de sua posição política, após deixar o PL e se filiar ao PSDB. Também são citados sinais de cautela em relação ao bolsonarismo, como a ausência de manifestações públicas de apoio a lideranças do campo.
O reposicionamento é interpretado por aliados como parte de uma estratégia política em curso, ainda em consolidação. A leitura é de que o ex-prefeito deverá se posicionar com mais clareza no cenário eleitoral, especialmente diante da polarização nacional entre governo e oposição.
