Recuo de Humberto Martins expõe nova correlação de forças no Tribunal de Justiça de Alagoas

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, começa a dar sinais de perda de influência no Tribunal de Justiça de Alagoas, onde por anos exerceu forte protagonismo nos bastidores.
Acostumado a influenciar decisões estratégicas na Corte alagoana, Martins enfrentou mais um revés recente. O juiz Sóstenes Costa de Andrade, considerado um de seus aliados, não foi reconduzido ao cargo de desembargador eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.
A derrota é vista como um indicativo de mudança no equilíbrio interno de forças dentro do Judiciário estadual. Sóstenes, que contava também com o apoio do desembargador Fernando Tourinho, acabou superado pelo juiz Hélio Pinheiro.
Pinheiro foi respaldado por um grupo de desembargadores que inclui Fábio Bittencourt e Fábio Ferrario, evidenciando uma articulação que se sobrepôs à influência tradicional atribuída a Humberto Martins.
Nos bastidores, a leitura é de que o resultado reflete um reposicionamento interno no Tribunal de Justiça de Alagoas, com novos polos de poder ganhando espaço e reduzindo a centralidade de figuras que, até então, concentravam grande capacidade de articulação.
A eleição para o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas é considerada estratégica, especialmente em um cenário pré-eleitoral, o que amplia o peso político da derrota do grupo ligado ao ministro do Superior Tribunal de Justiça.
Embora ainda mantenha influência relevante, o episódio sinaliza que o controle antes exercido com ampla margem no Judiciário alagoano pode estar passando por um processo gradual de redistribuição de forças.
