Nos caminhos de Graciliano Ramos: exposição destaca arte e cultura de Palmeira dos Índios e Quebrangulo em Maceió

 

As raízes culturais do interior de Alagoas ganham protagonismo na capital com a abertura da exposição “A Arte e a Cultura nas Terras de Graciliano – Quebrangulo e Palmeira dos Índios”. O evento acontece na próxima quinta-feira (16), às 19h, na Galeria Cesmac de Arte Fernando Lopes, em Maceió, reunindo produções artísticas que dialogam diretamente com o legado do escritor Graciliano Ramos.

A mostra apresenta ao público uma diversidade de expressões que vão do artesanato à pintura, com obras assinadas por artistas de Palmeira dos Índios. As peças refletem a identidade cultural das duas cidades, reconhecidas por sua ligação histórica com Graciliano e por manterem vivas tradições que atravessam gerações.

Sob a curadoria de Caroline Gusmão, a exposição propõe uma imersão nos saberes populares e nas manifestações culturais que moldam o cotidiano do interior alagoano. O visitante terá a oportunidade de conhecer elementos que traduzem o modo de vida, a criatividade e a memória coletiva das comunidades de Quebrangulo e Palmeira dos Índios.

Mais do que uma vitrine artística, a iniciativa busca fortalecer a conexão entre o interior e a capital, promovendo a circulação cultural e ampliando o alcance de talentos regionais. A proposta também reforça a importância da preservação da identidade histórica, evidenciando como a arte se mantém como instrumento de resistência e valorização cultural.

O evento conta com o apoio das prefeituras dos municípios envolvidos e de instituições ligadas à educação e à cultura, consolidando uma ação conjunta em prol da difusão do patrimônio cultural alagoano.

Graciliano Ramos – Foto: Internet

Palmeira dos Índios e Quebrangulo 

As duas cidades têm muito de Graciliano Ramos. Ele nasceu no dia 27 de outubro de 1892, em Quebrangulo. Depois de morar em várias cidades, mudou-se para Palmeira dos Índios em 1927, onde casou, e, aos 35 anos, foi eleito prefeito do município.

Seu mandato de dois anos ficou conhecido pela austeridade com os gastos, a preocupação com o dinheiro público, a construção de escolas, melhorias na saúde e no salário dos professores. Foi também em terras palmeirenses que ele escreveu o primeiro livro: o romance Caetés.

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