PM de Alagoas abre investigação após prisão de policial por suspeita de tráfico e irregularidades em operações

O comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Paulo Amorim, afirmou nesta quinta-feira (9) que a corporação não tolera desvios de conduta e já determinou a abertura de um procedimento interno para apurar, com rigor, a prisão de um policial militar durante uma operação do Ministério Público do Estado de Alagoas, realizada em Maceió.
Em nota oficial, a corporação reforçou o compromisso com a legalidade e destacou que qualquer conduta irregular será tratada com seriedade pela Corregedoria. Segundo o comandante, a história da instituição, que soma 194 anos, é baseada em princípios como respeito, disciplina e atuação ética. “Nada pode manchar o bom nome da corporação”, declarou.
A ação que resultou na prisão foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MPAL, e faz parte de uma investigação já em andamento. O policial é suspeito de manipular ocorrências e exigir vantagens indevidas durante intervenções em residências e estabelecimentos comerciais na capital alagoana.
Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo agentes públicos e particulares. Na casa do militar, os investigadores apreenderam drogas como maconha, crack e cocaína, além de uma balança de precisão e R$ 7.784 em dinheiro.
O policial foi preso em flagrante sob suspeita de tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça.
O Ministério Público informou ainda que as investigações continuam para apurar possíveis irregularidades em ações policiais recentes, como adulteração de registros oficiais e exigências ilegais durante abordagens. O objetivo agora é identificar a dimensão das condutas investigadas e verificar se há envolvimento de outros agentes no esquema.
