Alagoas prevê período de chuvas intensas e risco de enchentes a partir do dia 15 deste mês até agosto, alerta Defesa Civil
A quadra chuvosa de 2026 em Alagoas deverá ser marcada por fortes precipitações nos próximos meses, com possibilidade de cheias, alagamentos e ocorrências de eventos extremos até meados de agosto. O alerta foi apresentado nesta quinta-feira (9), durante reunião da Defesa Civil Estadual que detalhou o planejamento de enfrentamento para o período.
Segundo os dados divulgados, o cenário climático será dividido em duas fases distintas. A primeira será marcada por chuvas mais intensas e maior risco de transtornos provocados pelo excesso de água. Já a segunda deve apresentar redução gradual das precipitações, o que pode gerar reflexos no abastecimento hídrico e no período de estiagem previsto para o restante do ano.
De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), a expectativa é de que os maiores acumulados sejam registrados logo no início do período úmido, elevando a preocupação com enchentes e deslizamentos em áreas vulneráveis.

As regiões apontadas como mais suscetíveis são a Zona da Mata, o Litoral, o Baixo São Francisco, o Agreste e a Região Metropolitana de Maceió, principalmente em localidades com encostas, grotas e histórico de alagamentos.
Para reforçar a prevenção, o Estado informou que irá monitorar os principais rios em tempo real por meio de estações instaladas em diferentes municípios, permitindo identificar rapidamente elevação no nível das águas e riscos de transbordamento.
A Defesa Civil destacou ainda que seguirá utilizando o sistema de alertas enviados diretamente aos celulares da população em áreas de risco, além de ampliar o monitoramento com drones para identificar problemas como erosões, avanço de voçorocas e áreas ameaçadas.
O Corpo de Bombeiros também já definiu seu plano operacional para o período, com reforço de equipes, embarcações, equipamentos e aeronaves preparados para atuar em resgates e atendimentos durante possíveis enchentes.
Conforme os órgãos estaduais, apesar do cenário de fortes chuvas até agosto, a tendência é de redução significativa das precipitações na segunda metade do ano, o que pode abrir caminho para um período de estiagem até o fim de 2026.
