Mulher de Boulos atribui aumento de feminicídio a governo Bolsonaro; dados de Fórum desmentem

 

A advogada Natalia Szermeta Boulos (PSOL), esposa do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, atribuiu ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. Sem citá-lo nominalmente, Natalia, que é pré-candidata à Câmara dos Deputados, sinalizou diretrizes que devem marcar sua campanha.

Mas dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública desmentem essa narrativa. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década. Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos.

Foto Reprodução

Após um leve recuo em 2021, com 1.347 ocorrências, os registros voltaram a subir: 1.455 em 2022; 1.475 em 2023; 1.492 em 2024; até alcançar o patamar recorde em 2025.

Desde março de 2015, quando a lei passou a classificar como feminicídio os assassinatos motivados por violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação à condição de mulher, ao menos 13.703 mulheres foram mortas no país sob essa tipificação. Os dados são baseados em boletins de ocorrência registrados pelas polícias civis estaduais.

Especialistas apontam que parte do crescimento observado ao longo da década se deve ao aprimoramento na capacidade institucional de identificar e classificar corretamente os casos.

A análise do Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi produzida a partir dos dados dos registros policiais e das Secretarias estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social. foi produzida a partir dos dados dos registros policiais e das Secretarias estaduais de Segurança Pública ou Defesa Social.

 

Com informações da CNN Brasil

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