Justiça condena ‘serial killer de Maceió’ por primeiro assassinato atribuído a ele; penas já somam mais de 175 anos

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O réu apontado como o “serial killer de Maceió”, Albino Santos de Lima, recebeu nesta quinta-feira (5) mais uma condenação da Justiça alagoana. No sétimo julgamento ao qual foi submetido, ele foi sentenciado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos.

A decisão foi proferida durante júri popular realizado no Fórum do Barro Duro, em Maceió, sob condução do juiz Yulli Rotter, titular da 7ª Vara Criminal. A acusação foi representada pelo promotor Antônio Villas Boas, do Ministério Público do Estado de Alagoas.

Com a nova sentença, a soma das penas impostas ao acusado chega a 175 anos e dois meses de reclusão. Albino está preso desde setembro de 2024 e é investigado por uma série de crimes ocorridos na capital alagoana, sendo apontado como responsável por 18 homicídios.

José Albino (Foto- TNH1)

Crime ocorreu em 2019

O caso julgado nesta quinta-feira refere-se ao assassinato de Genilda Maria da Conceição, ocorrido na manhã de 6 de fevereiro de 2019, no Beco de Zé Miguel, na capital alagoana.

Na ocasião, a idosa caminhava com o neto, então com 11 anos, a caminho da escola quando foi atingida por disparos pelas costas e morreu pouco depois.

A família da vítima acompanhou o julgamento marcada pela emoção. Segundo relato de um dos filhos, as primeiras informações recebidas após o crime eram confusas.

Ele contou que inicialmente a família foi informada de que se tratava de um assalto, mas ao chegar ao hospital descobriu que a mãe já estava sem vida. Anos depois, veio a revelação de que o caso poderia estar ligado a uma série de homicídios.

“Foi uma surpresa descobrir que um serial killer estava por trás disso”, afirmou.

Investigação e defesa

O homicídio passou a ser atribuído a Albino após a apreensão de um celular que continha uma fotografia da vítima armazenada, o que levantou suspeitas da participação dele no crime.

Em depoimento anterior, o acusado chegou a assumir a autoria, alegando que acreditava que a idosa mantinha ligação com pessoas envolvidas com facções criminosas que frequentavam a área próxima à residência dela.

No entanto, durante o julgamento desta quinta-feira, Albino negou o assassinato e afirmou que teria confessado o crime anteriormente enquanto estava “delirando”, voltando atrás depois.

Série de julgamentos

O processo julgado agora trata do primeiro assassinato atribuído ao suspeito, mas foi o sétimo júri popular realizado contra ele. Desde abril de 2025, Albino já havia sido condenado por outros homicídios e tentativas de assassinato em diferentes bairros da capital.

Entre os casos já julgados estão as mortes de um barbeiro, de uma mulher trans, da menina Ana Clara, além de outras vítimas em bairros como Vergel e Ponta Grossa.

Outros processos ainda devem ser analisados pela Justiça, já que o réu é investigado por uma sequência de crimes que marcaram a capital alagoana nos últimos anos.

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