Exumação: Jaqueta de Dinho atravessa três décadas intacta e deve se tornar símbolo em memorial da banda
Um momento inesperado marcou a exumação dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, realizada na última segunda-feira (23), no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos (SP). Durante o procedimento, familiares do vocalista Dinho se surpreenderam ao encontrar a jaqueta usada por ele no sepultamento em estado de conservação considerado impressionante, mesmo após 30 anos.
Segundo relatos da família, a peça aparentava estar intacta, como se tivesse sido colocada recentemente. O primo do cantor, Jorge Santana, que atualmente administra a marca ligada ao grupo, descreveu a cena como um dos momentos mais marcantes de todo o processo.
De acordo com ele, o fato de a jaqueta não estar misturada aos restos mortais e ter se mantido preservada abre a possibilidade de que o item passe a integrar o futuro memorial da banda.
A exumação ocorreu após decisão conjunta dos familiares, que autorizaram a cremação parcial dos restos mortais com o objetivo de criar um espaço permanente de homenagem. A proposta prevê a implantação de um memorial simbólico, incluindo o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, cada uma representando um dos músicos.
O espaço deverá reunir objetos, registros históricos e lembranças que ajudem a preservar a trajetória do grupo, transformando a despedida em um local de memória e conexão com fãs.
Os Mamonas Assassinas morreram em 2 de março de 1996, quando o avião em que viajavam caiu durante a aproximação para pouso na Grande São Paulo. Apesar da carreira breve, a banda se consolidou como um dos maiores fenômenos da música brasileira nos anos 1990, mantendo viva a influência e o carinho do público mesmo após três décadas.
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