Trump ameaça elevar tarifas em paises que fizerem joguinhos” após decisão da Suprema Corte que barrou taxações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que países que tentarem “fazer joguinhos” diante da recente decisão judicial sobre tarifas comerciais poderão enfrentar novas taxas ainda mais altas. A declaração foi publicada na rede social Truth Social.

Na mensagem, Trump classificou como “ridícula” a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que na última sexta-feira (20) considerou ilegais as tarifas impostas pelo governo no ano passado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). O placar foi de 6 votos a 3 contra a medida.
Segundo o presidente, nações que, na visão dele, “exploraram os EUA por anos ou décadas” poderão ser alvo de tarifas “muito mais altas e piores” do que as anunciadas recentemente.

Impacto bilionário e incerteza jurídica

A decisão da Suprema Corte também abriu questionamentos sobre o futuro dos cerca de US$ 134 bilhões já pagos em tarifas por milhares de empresas. Especialistas discutem agora como poderá funcionar um eventual processo de reembolso, caso os valores sejam devolvidos.

Mesmo após o revés judicial, Trump reagiu rapidamente. Ainda na sexta-feira, anunciou uma nova tarifa global de 10%, com previsão de entrada em vigor a partir de 24 de fevereiro, utilizando outro dispositivo legal que limita a duração da medida a 150 dias, com possibilidade de prorrogação mediante aprovação do Congresso. No sábado (21), o percentual foi elevado para 15%, ampliando a tensão no cenário comercial internacional.

Clima de tensão no comércio global

As declarações reforçam o tom confrontacional do presidente em relação a parceiros comerciais e aumentam as incertezas sobre os próximos passos da política tarifária norte-americana. Analistas avaliam que novas elevações podem provocar reações em cadeia e impactar mercados financeiros, cadeias produtivas e negociações diplomáticas.

O embate entre o Executivo e a Suprema Corte adiciona ainda um componente institucional ao debate, colocando em evidência os limites legais das medidas adotadas no âmbito da política comercial dos Estados Unidos.

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