Ministério Público acusa musa de Carnaval e ex-dançarina do Faustão de integrar esquema de lavagem ligado ao PCC

 

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou a influenciadora e musa da Gaviões da Fiel, Natacha Horana, por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A denúncia foi formalizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público voltado ao enfrentamento de organizações criminosas.

Presa em São Paulo, Natacha Horana foi bailarina do “Domingão do Faustão” • Reprodução/redes sociais

Esquema investigado

Segundo os promotores, o grupo utilizaria diferentes estratégias para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. Entre as práticas apontadas estão:

Criação de empresas de fachada;

Compra e venda de imóveis de alto padrão;

Movimentação de valores por meio de postos de combustíveis;

Aquisição de cavalos de raça.

De acordo com o Ministério Público, foram analisadas 468 contas bancárias que teriam movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão entre 2014 e 2024. A suspeita é de que parte desses valores estivesse ligada à atuação da facção criminosa.

Antecedentes no Rio Grande do Norte

Em 2024, a Justiça do Rio Grande do Norte já havia aceitado denúncia contra Natacha no âmbito da Operação Argento, também por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Na ocasião, ela e outras 17 pessoas foram acusadas.

A influenciadora chegou a ser presa pela Polícia Civil no fim de novembro, na zona sul de São Paulo.

Trajetória pública

Natural de Jundiaí (SP), Natacha Horana ganhou notoriedade como ex-bailarina do programa Domingão do Faustão. Além de sua atuação como dançarina, também se apresenta como atriz, modelo e mestre de cerimônias.

No Carnaval, foi musa tanto da Gaviões da Fiel quanto da Mocidade Independente de Padre Miguel. Nas redes sociais, costuma compartilhar sua rotina de treinos e compromissos profissionais.

A defesa da denunciada ainda poderá se manifestar no processo. O caso segue sob análise da Justiça.

 

*Com informações da CNN Brasil

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