30 anos após tragédia, integrantes do Mamonas Assassinas serão exumados para homenagem ambiental
Três décadas depois do acidente aéreo que interrompeu uma das trajetórias mais meteóricas da música brasileira, os corpos dos cinco integrantes do Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23). A decisão foi tomada em comum acordo pelas famílias, que optaram pela cremação e por uma homenagem simbólica e ecológica.
Formada em Guarulhos em 1995, a banda conquistou o país com letras irreverentes e performances cheias de humor. Em menos de um ano, tornou-se fenômeno nacional com sucessos como “Pelados em Santos” e “Brasília Amarela”, marcando uma geração inteira.
Os cinco músicos — Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli — morreram no dia 1º de março de 1996, após o avião em que estavam cair na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo. A tragédia causou comoção nacional e mobilizou multidões. O enterro, realizado em 4 de março daquele ano no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos, reuniu mais de 65 mil fãs e foi transmitido ao vivo por emissoras de TV que interromperam suas programações.
Agora, 30 anos depois, as famílias decidiram transformar o luto em um gesto de renovação. Após a cremação, as cinzas serão utilizadas como adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os músicos viveram e iniciaram a carreira artística.
A iniciativa busca eternizar a memória dos artistas de forma sustentável, criando um espaço de homenagem que simbolize vida, continuidade e legado. Mesmo após três décadas, o impacto cultural do grupo permanece vivo na memória afetiva do público brasileiro, que segue celebrando o humor e a irreverência que fizeram dos Mamonas um fenômeno único na história da música nacional.



