Defesa solicita a Moraes autorização para terapia elétrica em Bolsonaro na Papudinha

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (20) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a realização de um tratamento de saúde com estímulos elétricos no crânio dentro das dependências do presídio onde ele está custodiado, em Brasília.

Segundo os advogados, Bolsonaro foi submetido no fim de abril de 2025 a um protocolo de neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES), conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado, durante um período de internação. O procedimento é realizado com clipes auriculares bilaterais, em sessões que duram entre 50 minutos e uma hora, com o paciente em repouso consciente.

Na petição, a defesa sustenta que, ao longo de oito dias de aplicação do método, houve melhora perceptível no quadro clínico do ex-presidente, incluindo avanços na qualidade do sono, redução de sintomas de ansiedade e depressão e interrupção de crises de soluços. Os advogados argumentam que a neuromodulação deve atuar como complemento ao tratamento medicamentoso já em curso.

O pedido prevê a entrada do profissional responsável e do equipamento no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, três vezes por semana, preferencialmente no fim do dia, próximo ao horário de repouso noturno, respeitando as normas de segurança da unidade. A defesa também afirma que o tratamento precisa ser contínuo e por prazo indeterminado.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão desde que foi condenado, em 11 de setembro do ano passado, por comandar uma tentativa de golpe de Estado. Ele foi considerado culpado por organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente está detido na Papudinha desde 15 de janeiro, após articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A defesa tem reiterado pedidos para que Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar, alegando questões de saúde.

No entanto, parecer médico elaborado por peritos da Polícia Federal, após avaliação realizada em 20 de janeiro, concluiu que o estado clínico do ex-presidente exige acompanhamento contínuo, mas não impede sua permanência no presídio.
Caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar o requerimento e decidir se autoriza ou não a realização do procedimento nas dependências da unidade prisional.

 

*Com informações do Terra

Foro – Internet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *