Acadêmicos de Niterói exalta Lula, com alusão a Bolsonaro e Janja
A escola de samba Acadêmicos de Niterói, primeira agremiação do Grupo Especial a desfilar na Marquês de Sapucaí, neste domingo (15/2), homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o samba enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
A agremiação destacou a trajetória do mandatário, iniciando em 1952. Paulo Vieira, ator e humorista, foi responsável por dar vida ao presidente na apresentação. O presidente assistiu ao desfile em sua homenagem no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e chegou a descer para a avenida.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, não desfilou na homenagem da Acadêmicos de Niterói. Ela era aguardada no último carro alegórico da agremiação, mas foi Fafá de Belém quem entrou no lugar da esposa de Lula.
Segundo pessoas que acompanharam o desfile ao lado de Lula, a primeira-dama chegou a passar pela Marquês de Sapucaí, mas, pouco depois, retornou ao camarote no qual o petista acompanhou a passagem da escola de Niterói.
O samba-enredo da agremiação teve referências diretas ao universo do PT. A letra reproduziu um dos gritos de guerra entoados pela militância (“Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”) e mencionou, em duas passagens, o número de urna do partido. Janja também é citada, assim como o filme Ainda Estou Aqui.
Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narrou a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista, em alusão à trajetória do chefe do Executivo.
Alusão a Bolsonaro
A agremiação também conta com alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em uma das alegorias na figura de um palhaço na prisão. Com feição triste e espantada, a alusão a Bolsonaro o apresenta como um preso vestindo trajes listrados, comumente utilizados para representar presidiários na dramaturgia.



