Quilombolas da comunidade Tabacaria estão há três dias sem energia em Palmeira dos Índios e denunciam descaso da Equatorial
A comunidade da Tabacaria, que abriga famílias quilombolas em Palmeira dos Índios, enfrenta uma situação de abandono: há três dias os moradores estão completamente sem energia elétrica. Desde o último domingo, residências permanecem às escuras, alimentos estão se perdendo e a rotina da população foi drasticamente afetada.
Entre os casos mais preocupantes está o da moradora Maria Aparecida, portadora de diabetes, que depende da refrigeração adequada para conservar a insulina. Sem energia, o medicamento corre risco de perder a eficácia, colocando sua saúde em perigo. Em desabafo, ela relatou a angústia de não saber como manter o tratamento diante da falta de um serviço essencial. “A gente paga a conta e quando precisa, fica abandonado”, lamentou.
Moradores afirmam que já entraram em contato com a Equatorial, concessionária responsável pelo fornecimento de energia, mas até o momento não tiveram solução concreta. A ausência de informações claras e de previsão para o restabelecimento do serviço aumenta a revolta da comunidade.
A situação escancara um problema recorrente em Palmeira dos Índios: as constantes reclamações sobre o atendimento considerado precário da Equatorial. Falta de agilidade, dificuldade de comunicação e demora na resolução de ocorrências têm sido alvos frequentes de críticas da população.
Para uma comunidade tradicional quilombola, que já enfrenta desafios históricos relacionados a direitos básicos, a interrupção prolongada de energia elétrica representa mais que um transtorno — é uma violação da dignidade. Energia não é luxo; é serviço essencial, ainda mais quando envolve saúde e conservação de medicamentos.
A comunidade cobra providências urgentes, respeito e responsabilidade. Até quando moradores terão que conviver com a insegurança de um serviço que deveria ser garantido?


