Sobrenomes permanecem: sucessão familiar deve marcar eleições para a Assembleia em 2026
Seguindo uma tradição já conhecida nos bastidores da política alagoana, as eleições de 2026 para a Assembleia Legislativa prometem mudanças que, na prática, devem manter os mesmos grupos no poder. Em pelo menos dois casos, a alteração será apenas de prenome — os sobrenomes continuam os mesmos, consolidando a sucessão direta dentro das próprias famílias.
Nos corredores da Casa de Tavares Bastos, é dada como certa a movimentação envolvendo o deputado estadual Cícero Cavalcante e a deputada Flávia Cavalcante. A expectativa é de que Cícero assuma a cadeira atualmente ocupada pela filha, mantendo o mandato sob controle do mesmo núcleo familiar. A articulação é vista como estratégica e, para aliados, considerada praticamente definida.
Situação semelhante deve ocorrer com o deputado estadual José Wanderley Neto. O médico deve abrir espaço para que o filho, Hugo Wanderley, dispute e assuma a vaga na Assembleia. Hugo já foi prefeito de Cacimbinhas e integra um grupo político tradicional no município, onde a família exerce forte influência há décadas.
Nos dois casos, os herdeiros políticos são apontados como favoritos nas projeções iniciais, reflexo da estrutura eleitoral consolidada, do capital político acumulado e da presença histórica das famílias nas bases eleitorais.
As possíveis mudanças reforçam um fenômeno recorrente na política estadual: a manutenção de cadeiras legislativas dentro de grupos familiares, prática que segue influenciando a composição do Parlamento alagoano.



