Furto de joias na Ponta Verde: médica suspeita que peças foram levadas durante reforma em apartamento

A médica que teve joias avaliadas em cerca de R$ 2 milhões furtadas de um apartamento na Rua Professora Higia Vasconcelos, no bairro da Ponta Verde, em Maceió, acredita que o crime tenha ocorrido durante uma reforma no imóvel.
A Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o furto das joias tenha sido cometido por alguém que teve acesso autorizado ao imóvel.
De acordo com as investigações, não há indícios de arrombamento, o que reforça a suspeita de que o autor do furto circulava livremente pelo apartamento. Para a polícia, o modo como as joias foram retiradas não corresponde ao perfil de criminosos que costumam invadir residências.
A médica, proprietária das joias, relatou que o apartamento passou por uma reforma no mês de outubro de 2025, período em que houve intensa movimentação de trabalhadores no local. Segundo ela, é nesse intervalo que o furto pode ter ocorrido.
O delegado José Carlos informou que as joias estavam guardadas em pequenas caixas dentro de um cofre, que costumava permanecer fechado. No entanto, como a obra incluiu intervenções na parte elétrica do imóvel, o cofre precisou ficar aberto por um período, o que pode ter facilitado o acesso ao material.
Outro ponto considerado relevante na investigação é que, ao notar o desaparecimento das joias, a médica percebeu que as caixas dentro do cofre estavam organizadas. Para a Polícia Civil, esse detalhe reforça a hipótese de que o autor do furto conhecia a rotina do apartamento.
Além do prejuízo financeiro, a vítima destacou o valor sentimental das joias, que pertencem à família. Diante da situação, ela decidiu pedir ajuda da população e afirmou que vai oferecer uma recompensa a quem fornecer informações que levem à identificação do responsável ou à recuperação dos bens.
Em relato emocionado, a médica afirmou que o crime trouxe insegurança e angústia.
“Além do prejuízo financeiro, desde o ocorrido convivo com a angústia de não saber quem, entre as pessoas que trabalham ou trabalharam na casa, pode estar envolvida no furto. Não demiti nem acusei ninguém para não prejudicar inocentes em detrimento de um ou mais culpados, mas, claro, não me sentirei tranquila enquanto não souber o que aconteceu dentro da minha casa, onde vivo com meu filho, que é uma criança”, declarou.
As investigações seguem em andamento. Informações podem ser repassadas de forma anônima à Polícia Civil de Alagoas pelo Disque Denúncia, no número 181, ou pelo site disquedenuncia.seguranca.al.gov.br.


