Influenciadores vão precisar ter diploma para criar conteúdo nas área de educação, saúde e psicologia
Influenciadores poderão ser multados em até R$ 50 mil por dia por abordar temas sensíveis sem formação técnica.
O PL nº 5990/2025, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, propõe restringir a atuação de influenciadores que falam sobre saúde, saúde mental, psicologia, educação, finanças, direito e segurança sem formação técnica ou habilitação profissional.
O debate ganha relevância diante de um dado preocupante. O Brasil é o país com o maior número de influenciadores do mundo. Ao mesmo tempo, cresce entre crianças e adolescentes um fenômeno alarmante. Muitos passaram a desacreditar do estudo formal ao verem nas redes sociais jovens afirmando que ficaram milionários sem estudar, repetindo a ideia de que escola é perda de tempo.
O texto do projeto prevê advertência, multas que podem chegar a R$ 50 mil por dia e até suspensão temporária de perfis em casos de reincidência.
No debate público, nomes como Pablo Marçal são frequentemente citados. Ele fala com frequência sobre sofrimento emocional, mentalidade e comportamento humano, alcançando milhões de seguidores e lucrando com cursos, notas, produtos e métodos ligados a esse tipo de conteúdo. De acordo com o PL nº 5990/2025, práticas dessa natureza podem ser enquadradas como atuação técnica irregular, já que envolvem temas ligados à saúde mental, que o projeto propõe que sejam tratados exclusivamente por profissionais formados em psicologia ou psiquiatria.
A proposta levanta uma discussão importante.
Quem fala sobre saúde, educação e finanças deveria comprovar formação técnica ou diploma?



