CSE, Motel e Espelho no Teto: Quando a Concentração Virou Lua de Mel

Cortesia

Na noite em que o futebol resolveu flertar com o inesperado, o CSE entrou em campo… fora dele.

Tudo parecia seguir o roteiro clássico do futebol raiz: ônibus, estrada, cansaço, aquela parada estratégica pra dormir e seguir viagem. Até que, em São Miguel dos Campos, o destino resolveu inovar na escalação. No lugar de hotel simples, cama dura e café ralo pela manhã, surgiu um cenário digno de novela das onze: camas redondas, espelhos no teto e uma decoração que claramente não foi pensada para concentração tática nem preleção motivacional.

Imagina o atacante tentando dormir olhando para o próprio reflexo no teto. O volante, acostumado a marcar duro, sem saber onde apoiar a consciência. O goleiro, já traumatizado por frango, encarando um espelho que não perdoa. Não deu. O elenco olhou, respirou fundo e decidiu que aquele jogo não dava pra disputar.

Resultado: nada de pernoite, nada de “descanso estratégico”. O ônibus virou protagonista e voltou no contra-ataque direto para Palmeira dos Índios. Uma viagem noturna, silenciosa, com aquele clima de “ninguém vai comentar isso no grupo da família… ou vai”.

A repercussão foi imediata. Torcedor riu, torcedor reclamou, torcedor fez meme. A diretoria prometeu processar o jornalista, talvez na esperança de apagar da memória coletiva a imagem do futebol alagoano confundindo concentração com clima de lua de mel.

No fim das contas, ficou a lição: planejamento é coisa séria, logística também. Porque no futebol, como na vida, tem lugar pra tudo — só não dá pra pedir foco tático onde o ambiente convida claramente para outras… distrações.

E fica a pergunta que não quer calar: foi erro de logística ou o CSE quase estreou um novo esquema tático chamado “4-4-2 com espelho no teto”?

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