“Tarado compulsivo”: quem é e como agia o assassino do Bosque de Arapiraca

A prisão do assassino confesso de Cícera Laura da Silva, de 47 anos, em Arapiraca, trouxe à tona a atuação de um homem classificado pelo delegado Mateus Enrique como um “tarado compulsivo”.
A forma de agir, o local e o perfil das vítimas corroboram a tese do delegado. Sempre mulheres, no Bosque das Arapiracas, com condutas que variavam desde toques nas partes íntimas das vítimas até a exposição da própria genitália.
O homem, que trabalha como serralheiro em Arapiraca, é natural de Marau, no Rio Grande do Sul.
Investigações preliminares apontam que ele já possui antecedentes criminais em seu estado de origem, incluindo porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica.
Ele morava em Arapiraca, onde tem uma namorada, e já havia residido na cidade anteriormente, antes de retornar ao Sul e, posteriormente, voltar para Alagoas.
Na residência do suspeito, a polícia apreendeu provas cruciais:
- As vestimentas usadas no crime (tênis, bermuda e camisa), identificadas por meio de câmeras de segurança.
- Três ou quatro simulacros de arma de fogo, que as autoridades acreditam ter sido utilizados para intimidar e ameaçar suas vítimas.
- Dois pen drives, que passarão por perícia para investigar a existência de conteúdo pornográfico.
Um detalhe físico foi fundamental para que outras vítimas o identificassem na delegacia: uma cicatriz marcante na região da barriga, próxima ao umbigo. Mulheres que sofreram perseguição e assédio no Bosque reconheceram o agressor por essa característica.
O homem agora enfrenta acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e possível estupro, aguardando a conclusão do inquérito e a audiência de custódia, permanecendo sob a custódia do Poder Judiciário.


