Anticoncepcionais orais: Veja aqui as principais condutas farmacêuticas

É muito frequente que mulheres tenham dúvidas a respeito do uso correto dos anticoncepcionais, afinal existem diferentes classificações e diferentes condutas medicamentosas com o uso desses importantes aliados daquelas que evitam uma gravidez indesejada. Pensando nisso, convidamos a farmacêutica Larisse Fernandes que atua no interior de Alagoas, tomando a frente de empresas no ramo, para falar sobre esse assunto tão importante.

O farmacêutico na condição de profissional de saúde facilmente acessível, especialista em medicamentos e todas as suas especificidades, atua na assistência farmacêutica e no processo de dispensação de anticoncepcionais orais diariamente. Ações pautadas em conhecimentos específicos auxiliam mulheres e garante qualidade de vida e, como objetivo principal, a contracepção. Segundo Larisse,

“Com a finalidade básica de impedir a concepção, os anticoncepcionais hormonais orais (também chamados de pílulas anticoncepcionais) são esteróides utilizados isoladamente ou em associação. Mais comumente utilizadas, as pílulas combinadas compõem-se de um estrogênio associado a um progestogênio e são classificadas em monofásicas (doses de esteróide constante), bifásicas ou trifásicas (dois e três comprimidos com os mesmos hormônios em proporções diferentes, respectivamente).”

A terapia é contínua, eficaz quando usados corretamente e tem, por sua vez, uma taxa de falha na ordem de 0,1%, no primeiro ano de uso (Assistência em planejamento, MS; disponível em: bvsms. saude. gov.br). Ainda segundo a profissional são bastante comuns alguns efeitos desconfortáveis para as mulheres que fazem uso da medicação. Ela continua dizendo que,

No entanto, efeitos secundários, indesejáveis, são relatados por mulheres que fazem o uso desses medicamentos, sendo os mais comuns: náuseas, cefaléias (dor de cabeça) menores, amenorréia (ausência da menstruação) e spottings (pequenas perdas de sangue fora do período de menstruação).

Nesse sentido, Larisse foi bastante gentil em nos mostrar uma tabela muito explicativa sobre as ocorrências e condutas a serem tomadas; considerando que as medicações agem no organismo e naturalmente é esperado que este tenha algumas reações e isso incomode no cotidiano da mulher dificultando suas tarefas e relações interpessoais.

Algumas condutas na assistência farmacêutica, nesses casos, visam principalmente identificar a associação desses efeitos com o uso de contraceptivos orais e as orientações quanto medidas que devem ser tomadas. A tabela abaixo, feita por nossa farmacêutica, descreve algumas delas.

 

OCORRÊNCIAS CONDUTAS
 

 

Náusea

 

Sugerir tomar a pílula à noite.

 

Cefaléias menores

 

 

 

Utilizar analgésicos ou antiinflamatórios não esteróides (aspirina, paracetamol).

Amenorréia Assegurar que a paciente está fazendo o uso correto do contraceptivo.

Descartar gravidez.

 

 

 

Sangramentos/ Spottings

Avaliar a intensidade e freqüência do sangramento.

Investigar vômitos e /ou diarréia

Investigar uso de antibióticos

Investigar a possibilidade de esquecimento da tomada da pílula.

 

 

 

Cefaléias Severas e Problemas Visuais (associados a isquemias)

Suspender o uso

Encaminhar ao ginecologista

Encaminhar a paciente a um neurologista /oftalmologista.

Esses esclarecimentos servem como base para que tenhamos mais racionalidade no uso das medicações, porém, sabemos que a automedicação ainda muito presente no Brasil, precisa ser extinta, desde que cada um faça sua parte buscando orientação profissional adequada, diretamente com profissionais habilitados. Larisse finaliza dizendo que “Com a comunicação clara, objetiva, confiável e esclarecedora, o farmacêutico tem, principalmente, o intuito de personalizar e individualizar o acompanhamento farmacoterapêutico.”

 

Larisse Correia Fernandes – Farmacêutica

Atua nas cidades de Maribondo, Anadia e Tanque Darca e comanda equipes que lidam todos os dias com situações relacionadas ao uso dos anticoncepcionais.

 

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