Júri popular nesta segunda (23) marca novo capítulo no caso Henry Borel após cinco anos de investigações

 

Cinco anos após a morte do menino Henry Borel, o caso que chocou o país chega a um momento decisivo com o julgamento de sua mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, marcado para a próxima segunda-feira (23), em júri popular.

A morte ocorreu em 8 de março de 2021, após a criança ser levada já sem vida a um hospital no Rio de Janeiro. Na ocasião, o casal alegou que o menino teria sofrido uma queda acidental da cama. No entanto, a versão foi descartada pelas autoridades após a perícia identificar lesões incompatíveis com um acidente doméstico.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou 23 ferimentos no corpo da criança. A causa da morte foi atribuída a hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente, além de traumas em diversas partes do corpo, como cabeça, pulmões e rins.

À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN

Durante as investigações, a polícia utilizou tecnologia avançada para recuperar mensagens apagadas de dispositivos eletrônicos. O conteúdo revelou que Monique Medeiros já havia sido alertada sobre possíveis agressões contra o filho semanas antes da morte. Os registros também indicaram uma rotina de violência, atribuída ao padrasto, com suposta conivência da mãe.

Com base nas provas reunidas, o Ministério Público denunciou o casal por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Monique também responde por falsidade ideológica, por, segundo a acusação, ter mentido para encobrir o crime.

O pai do menino, Leniel Borel, acompanha o desdobramento do caso com expectativa por justiça. Em declarações recentes, ele afirmou esperar uma condenação rigorosa, embora reconheça que nenhuma decisão será capaz de reparar a perda do filho.

Atualmente, os dois réus estão presos no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio. O julgamento deve mobilizar a opinião pública e reacender o debate sobre violência contra crianças no país.

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