Caos: Palmeira dos Índios é um dos municípios alagoanos que mais sofre com obras de saneamento básico 

 

Palmeira dos Índios aparece como um dos municípios mais afetados pelos transtornos provocados pelas obra caótica de saneamento básico da Conasa Águas do Sertão. O que deveria representar avanço na infraestrutura da cidade, com quase 150 milhões de reais investidos nas obras, tem gerado indignação entre moradores, comerciantes e motoristas que enfrentam ruas esburacadas, poeira constante e lama acumulada após as chuvas.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram buracos sendo fechados com barro, uma solução descaradamente improvisada que, segundo a população, desaparece ao primeiro sinal de chuva, agravando ainda mais a situação. Em vários pontos, o asfalto cedeu, formando crateras que dificultam o tráfego de veículos e colocam pedestres em risco.

O aposentado José Ilmar relata o susto que levou ao sair de casa para resolver assuntos bancários. “Fui ao Bradesco aqui no Centro e me surpreendi com o tamanho dos buracos. Está difícil até para atravessar a rua. A gente sai para resolver algo simples e encontra essa situação de abandono”, desabafou.

Rua Costa Rego tomada por buracos (Fotos: Estadão Alagoas)

Enquanto isso, outros municípios do Sertão também enfrentam impactos das intervenções, após intervenções em períodos chuvosos. Na região do Alto Sertão, cidades como Pariconha, Água Branca e Mata Grande também registraram paralisações no abastecimento devido às chuvas e manutenções emergenciais.

A concessionária afirma que as obras são necessárias para melhorar a infraestrutura hídrica e que eventuais transtornos são temporários. Segundo a empresa, equipes seguem atuando e a situação é monitorada, com acionamento da Defesa Civil em algumas localidades.

Pavimento cedeu e de lugar a uma cratera (Foto: Estadão Alagoas)

Entretanto, em Palmeira dos Índios, o sentimento predominante é de revolta. Desde o início das obras, há mais de um ano, comerciantes relatam queda no movimento devido à dificuldade de acesso, motoristas acumulam prejuízos com danos em veículos e moradores cobram fiscalização mais rigorosa e soluções definitivas.

Para muitos, a pergunta que ecoa é simples: até quando a população terá que conviver com buracos e improvisos enquanto aguarda a prometida melhoria na infraestrutura?

(Foto: Estadão Alagoas)

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