Pelé surpreende no testamento e transforma herança em estratégia digital de investimento
Quando o Brasil e o mundo se despediram de Pelé, aos 82 anos, a expectativa era de que seu patrimônio, estimado em cerca de R$ 450 milhões, fosse dividido de forma tradicional entre viúva e filhos. No entanto, a leitura do testamento revelou uma decisão inesperada que misturou memória afetiva, reconhecimento pessoal e uma aposta ousada no mercado financeiro digital.
A divisão dos bens incluiu imóveis, relíquias históricas do futebol e uma coleção valiosa de itens pessoais. Mas foi o último ponto do documento que provocou surpresa geral: o acesso compartilhado a uma plataforma automatizada de investimentos, onde o ex-jogador acumulava cerca de R$ 95 milhões.
Reconhecimento fora do círculo familiar

Parte significativa da herança foi destinada a Waldemar de Brito Jr., filho do ex-jogador Waldemar de Brito, responsável por descobrir Pelé ainda adolescente, em 1956. A escolha chamou atenção por não envolver laços diretos de parentesco, mas sim reconhecimento histórico e pessoal. Pessoas próximas afirmam que a mudança no testamento ocorreu no último ano de vida do ex-atleta, em decisão mantida sob sigilo.
Relíquias históricas entre os bens
Entre os itens destinados aos familiares estão:
Um álbum de autógrafos da Copa do Mundo de 1958, conquistada pela seleção brasileira na Suécia;
Uma coleção com 67 camisas utilizadas ao longo da carreira, incluindo partidas pelo Santos Futebol Clube e pelo New York Cosmos;
Imóveis em diferentes cidades do Brasil e no exterior;
Uma coleção de dez automóveis de luxo, de diferentes épocas.
Especialistas apontam que o valor histórico desses itens pode superar o valor financeiro imediato, sobretudo pela relevância de Pelé para o futebol mundial e para a própria história das Copas do Mundo organizadas pela FIFA.
A aposta na tecnologia financeira

Nos últimos anos de vida, Pelé passou a demonstrar interesse por investimentos digitais. Segundo relatos de pessoas próximas, ele utilizava uma plataforma baseada em inteligência artificial para realizar aplicações automatizadas no mercado financeiro.
O sistema acumulou cerca de R$ 95 milhões em dois anos, valor que permaneceu integralmente investido. Pelo testamento, os herdeiros têm acesso igual à conta, mas qualquer retirada depende de decisão unânime. A medida criou um impasse familiar: enquanto alguns defendem manter o dinheiro aplicado, outros preferem sacar e dividir o montante.
Legado além do dinheiro
A escolha de deixar parte relevante da herança vinculada a um sistema de investimentos foi interpretada por especialistas como uma decisão estratégica e até pedagógica. Em vez de simplesmente distribuir recursos líquidos, Pelé condicionou o acesso a um modelo que exige diálogo e cooperação entre os herdeiros.
Para analistas do direito sucessório, o gesto revela não apenas planejamento patrimonial, mas também uma mensagem simbólica: a de que riqueza pode ser construída e administrada, não apenas recebida.
Até o momento, a família não anunciou qual será o destino dos investimentos digitais. Enquanto isso, a conta segue ativa e os valores continuam variando conforme o desempenho do mercado.
Mais uma vez, o Rei mostrou que sabia surpreender dentro e fora dos campos.
Com informações UOL
Fotos: Internet




