De olho no Palácio, mas de costas para a história? O risco político de JHC ao mirar o Governo de Alagoas

O histórico político de Alagoas não é nada animador para prefeitos que deixam o cargo com o objetivo de disputar o Governo do Estado. Ao longo das últimas décadas, gestores municipais que tentaram transformar popularidade local em força estadual acabaram derrotados nas urnas e, em alguns casos, encerraram suas trajetórias políticas em declínio.

Agora, o prefeito de Maceió, JHC, avalia o cenário, observa adversários e calcula riscos antes de decidir se deixará a prefeitura para entrar na corrida pelo Palácio República dos Palmares. A movimentação, nos bastidores, já é vista como um teste de ambição política que pode custar caro.
Popularidade local não garante vitória estadual.

A história recente mostra que comandar a capital não é passaporte automático para o Governo de Alagoas. A lógica é simples: a força eleitoral em Maceió nem sempre se replica no interior, onde alianças regionais, grupos tradicionais e estruturas consolidadas costumam pesar mais que desempenho administrativo na capital.

Prefeitos que apostaram alto nessa transição acabaram enfrentando dificuldades para ampliar palanque e consolidar apoios fora do eixo urbano. O resultado foi derrota e desgaste político.
O dilema: sair no auge ou preservar o capital político?
No caso de JHC, a decisão envolve mais do que cálculo eleitoral. Deixar o mandato antes do fim pode abrir espaço para críticas sobre abandono de compromissos assumidos com a população de Maceió.

Permanecer até o fim, por outro lado, pode significar perder o timing político caso adversários se fortaleçam.
Nos bastidores, o prefeito monitora nomes e composições possíveis, especialmente diante de um cenário que pode envolver grupos políticos já consolidados no interior.

A pergunta que ecoa entre aliados e adversários é direta: vale a pena arriscar?
A eventual candidatura de JHC ao governo representa um movimento ousado, mas também carrega o peso de precedentes desfavoráveis. Em política, a memória do eleitor pode ser curta, mas a estrutura das alianças, não.

Se decidir entrar na disputa, o prefeito terá que provar que pode romper um ciclo histórico de derrotas e transformar sua gestão municipal em plataforma estadual competitiva. Caso contrário, poderá engrossar a lista de prefeitos que trocaram a segurança do cargo pelo risco das urnas e saíram menores do que entraram. Enquanto isso, a decisão segue em análise. E o relógio político, implacável, continua correndo.

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