Dores persistentes: médicos indicam nova cirurgia para Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora em seu quadro clínico, conforme boletim médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (17). Apesar da evolução positiva, ele continua sentindo dores no ombro direito e recebeu recomendação para se submeter a uma nova cirurgia.
De acordo com o documento, a equipe médica considera o paciente apto para o procedimento, que deverá ser realizado por via artroscópica. A intervenção tem como objetivo tratar lesões no manguito rotador e em estruturas associadas, responsáveis pela estabilidade e mobilidade do ombro.

Mesmo com a melhora geral, Bolsonaro ainda enfrenta limitações físicas durante o processo de recuperação. Em uma sessão de fisioterapia realizada no início da semana, ele precisou interromper os exercícios após relatar fadiga muscular intensa e dores na região dorsal. O quadro foi associado a um episódio anterior de soluços prolongados, que durou cerca de oito horas.
Para aliviar os sintomas, os profissionais de saúde recorreram a técnicas como liberação miofascial, acupuntura, laserterapia e estímulos no nervo vago. Após o atendimento, houve melhora, permitindo a retomada gradual de atividades leves.
Nos dias seguintes, o ex-presidente conseguiu avançar na reabilitação, realizando exercícios como caminhada em esteira e uso de bicicleta ergométrica, o que indica evolução funcional, ainda que com restrições.
A recomendação médica é de continuidade do acompanhamento fisioterapêutico, com aumento progressivo da carga de exercícios e controle da dor, além da preparação para a cirurgia.
A situação de saúde também impacta o contexto jurídico. No mês anterior, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias, decisão baseada em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Antes disso, ele esteve internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral.
