Federação Renovação Solidária aposta na matemática eleitoral para surpreender em Alagoas
No apagar das luzes da janela partidária, a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD — entrou de vez no jogo político em Alagoas com um movimento cirúrgico. Nesta quinta-feira (2), sob o comando do advogado Adeilson Bezerra e do Coronel Ivon, o grupo fechou suas nominatas completas para disputar vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Mais do que organização, o gesto revela estratégia. A federação surge como uma alternativa real fora dos blocos tradicionais, mirando diretamente pré-candidatos que buscam viabilidade eleitoral com inteligência, e não apenas estrutura.
Nos bastidores, o que se desenha é uma operação baseada em cálculo preciso. Reconhecido como um dos principais nomes da chamada “engenharia eleitoral” no Estado, Adeilson Bezerra aposta em um novo cenário, moldado pelas regras atualizadas do sistema proporcional.
“A conta é objetiva: com 80% do coeficiente eleitoral e 10% desse quociente por candidato, o mandato se torna possível”, explica. Na prática, isso abre espaço para resultados que, até pouco tempo atrás, pareciam improváveis: um deputado federal eleito com cerca de 20 mil votos e um estadual com aproximadamente 6 mil.
Já o Coronel Ivon, presidente do PRD, trata o projeto como uma construção sólida — e estratégica. A meta é clara: eleger um deputado federal e dois estaduais. Mas, quando o assunto são nomes, o silêncio é calculado. A decisão de manter as pré-candidaturas sob sigilo evita movimentações de última hora e o tradicional “assédio” político.
O plano da federação se apoia em três pilares:
• Chapas equilibradas, que fortalecem o voto de legenda
• Distribuição inteligente de votos
• Comunicação direta, capaz de aproveitar ao máximo os cerca de 20 segundos de TV
O jogo mais complexo
Para Adeilson, a eleição de outubro será a mais desafiadora da história recente de Alagoas. Um cenário onde não basta ter votos — é preciso saber como distribuí-los.
É nesse contexto que a Federação Renovação Solidária tenta se posicionar como uma espécie de “atalho estratégico” ao parlamento. Nos bastidores, o projeto já ganhou até nome: “Revolução das Escadas” — uma referência ao caminho calculado, degrau por degrau, até a vitória.
Se a teoria vai se confirmar nas urnas, ainda é cedo para dizer. Mas uma coisa já é certa: em um jogo cada vez mais técnico, quem domina as regras pode, sim, mudar o resultado.
