Herança de 30 anos de maldição expõe contradição no discurso de Angela Garrote sobre a saúde em Estrela de Alagoas

 

O debate sobre a saúde pública em Estrela de Alagoas ganhou novos contornos após declarações recentes da deputada Angela Garrote. As críticas feitas da tribuna contrastam com um passado que, para muitos moradores, ainda deixa marcas profundas: a inexistência de atendimento de emergência no município por cerca de três décadas de maldição, sob influência direta de seu grupo político.

Durante esse período, a população conviveu com uma lacuna estrutural grave. Sem suporte para urgências, casos mais delicados precisavam ser encaminhados para outras cidades, como Palmeira dos Índios, tornando o acesso à saúde mais demorado e arriscado, especialmente em situações críticas.

A ausência de um serviço essencial como a emergência levanta questionamentos sobre a coerência do discurso atual. Afinal, as cobranças que hoje ecoam no parlamento não vieram acompanhadas, no passado, de medidas concretas capazes de transformar a realidade da rede municipal de saúde.

Em contraponto a esse histórico, a gestão do prefeito Roberto Wanderley começa a implementar mudanças consideradas básicas, mas inéditas na cidade. Entre elas, a presença de médico 24 horas nos finais de semana e a ampliação do atendimento noturno, garantindo assistência além do horário das unidades básicas.

Outra iniciativa em andamento é a construção de um novo centro de saúde, com proposta de funcionamento integral para atendimentos de emergência — algo que nunca foi consolidado ao longo dos últimos 30 anos.

O cenário evidencia uma mudança de rota, mas também reforça uma reflexão inevitável: por que apenas agora medidas consideradas essenciais começam a sair do papel? Em meio ao embate político, a população segue como principal termômetro de uma realidade que, por décadas, foi marcada mais pela ausência do que pela ação.

 

Com Assessoria

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