Suspeita de agressão contra criança autista de 2 anos é investigada em Teotônio Vilela

Um caso que levanta alerta sobre a segurança de crianças em ambientes terapêuticos está sendo investigado no município de Teotônio Vilela, no interior de Alagoas. Um menino de apenas 2 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pode ter sido vítima de agressão dentro de uma instituição onde recebia acompanhamento especializado.

A suspeita veio à tona após a mãe identificar marcas avermelhadas nas nádegas da criança durante o banho. Ao ser questionado, o menino teria afirmado, em meio ao choro, que “a tia bateu no bumbum”, o que intensificou a preocupação da família.

Reprodução

Além das possíveis lesões, o garoto passou a apresentar mudanças significativas no comportamento. Segundo relatos, ele demonstrou medo, isolamento, resistência ao contato com mulheres e recusa em atividades rotineiras, como o banho, sinais que não eram comuns anteriormente.

A instituição onde o atendimento era realizado negou qualquer tipo de agressão. No entanto, um relatório interno aponta que uma das profissionais teve uma postura considerada evasiva ao prestar esclarecimentos. Ela confirmou apenas que realizou a troca de fraldas da criança no período em que o episódio pode ter ocorrido.

O Conselho Tutelar informou que as alterações comportamentais começaram após a mudança do menino para outra turma dentro da unidade. Diante das suspeitas, a família decidiu retirar imediatamente a criança do local.
Um boletim de ocorrência foi registrado, e o caso passou a ser investigado como possível maus-tratos, podendo envolver violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente e às normas de proteção às pessoas com deficiência.
O Ministério Público de Alagoas também instaurou procedimento para apurar os fatos, após ser acionado pelo Conselho Tutelar. As investigações buscam esclarecer o que de fato ocorreu e identificar eventuais responsabilidades.
O caso reacende o debate sobre a fiscalização de instituições que atendem crianças, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas com TEA, que muitas vezes têm dificuldades de comunicação e dependem de adultos para garantir sua proteção e bem-estar.

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