Quem é Gustavo Xavier, delegado-geral de AL alvo de operação da PF sobre fraudes em concursos

O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), Gustavo Xavier do Nascimento, há quatro anos no comando da corporação, é citado em investigação da Polícia Federal sobre fraudes em concursos públicos.

Ele é mencionado na operação “Concorrência Simulada”, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (17), que apura a atuação de um grupo suspeito de fraudar concursos públicos e lavar dinheiro em estados como Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

Trajetória e reconhecimentos profissional

Antes de ingressar na Polícia Civil, Gustavo Xavier foi tenente da Polícia Militar de Pernambuco, onde realizou cursos na área de operações policiais e atuou como instrutor em treinamentos ligados à segurança pública.

Na Polícia Civil de Alagoas, ocupou cargos no interior do estado. Foi titular da Delegacia Regional de Penedo, onde atuou em apreensões de drogas e armas, e também da Delegacia Regional de Arapiraca.

Durante a atuação em Arapiraca, participou do 22º Curso Intensivo de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga, promovido pela Polícia Militar de Pernambuco, no qual ficou em primeiro lugar.

Após assumir a função de delegado-geral, passou a coordenar operações policiais em diferentes regiões do estado, incluindo ações no Sertão voltadas ao combate a organizações criminosas, tráfico de drogas e armas.

Segundo informações institucionais, a gestão também tem foco em crimes como roubo a banco, pistolagem e feminicídio, além da ampliação de operações em áreas com maior índice de criminalidade.

Operação Concorrência Simulada

A PF identificou fraudes em diversos concursos, como tribunais, universidades e Polícias Civil e Militar. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Servidores públicos de alto escalão atuavam junto com o grupo e estão entre os alvos dos mandados.

A decisão para investigar Gustavo Xavier é baseada em dois pontos: o primeiro, depoimentos de colaboração premiada de investigados do grupo criminoso, que citaram a participação do delegado-geral e a pressão que ele fazia na organização, e também interceptações telefônicas entre os investigados que falavam sobre a atuação do delegado.

De acordo com a representação, o esquema envolvia obtenção de provas e gabaritos, uso de equipamentos eletrônicos, monitoramento de candidatos para repasse de respostas e cooptação de pessoas ligadas às bancas organizadoras.

A decisão também cita vínculos dos investigados com concursos da Polícia Civil de Alagoas, Polícia Científica de Alagoas, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Concurso Nacional Unificado, além de indícios de tentativa de obstrução das investigações.

Informações da banca Cebraspe confirmaram parte das declarações, como inconsistências em provas de candidatos ligados ao grupo, o que, segundo o documento, reforça a hipótese de tentativa de fraude.

Fonte: G1

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *