Brasil registra alta procura por “canetas emagrecedoras” como Mounjaro e Ozempic e especialistas alertam para riscos e efeitos colaterais
O uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro, tem crescido significativamente no Brasil, impulsionado pela busca por perda de peso rápida. No entanto, especialistas da área da saúde fazem um alerta: o uso sem acompanhamento médico pode trazer riscos importantes ao organismo.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia, prisão de ventre, cólicas, dor abdominal e azia. Esses desconfortos costumam surgir nas primeiras semanas de uso e tendem a diminuir com o tempo. Ainda assim, a redução do apetite provocada pelos medicamentos pode levar a fraqueza, tontura e indisposição devido à menor ingestão de alimentos.
Além dos sintomas imediatos, o uso inadequado pode provocar consequências mais sérias. Sem orientação profissional, há risco de desequilíbrios metabólicos, deficiências nutricionais e perda de massa muscular. Em alguns casos, o emagrecimento rápido pode resultar em flacidez, queda de cabelo e alterações na aparência facial, fenômeno que ficou conhecido como “rosto de Ozempic”.

Especialistas destacam que o problema se agrava quando o uso tem finalidade apenas estética. Nesses casos, a perda de peso tende a não ser sustentável, aumentando as chances de efeito sanfona após a interrupção do tratamento.
Outro ponto de atenção é o uso de suplementos durante o tratamento. Produtos termogênicos ou estimulantes podem intensificar efeitos colaterais, como taquicardia, ansiedade e desconfortos gastrointestinais. Já vitaminas lipossolúveis, como vitamina A e vitamina D, exigem cautela, pois alterações na dieta podem causar acúmulo dessas substâncias no organismo.
Por outro lado, quando há acompanhamento adequado, alguns suplementos podem ser indicados para minimizar impactos nutricionais, como creatina, whey protein, ômega-3 e multivitamínicos, ajudando na manutenção da massa muscular e da saúde geral.
De acordo com especialistas, o uso dessas medicações deve sempre estar associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividade física. “O acompanhamento profissional é essencial para identificar contraindicações, ajustar a dieta e garantir um emagrecimento seguro”, reforçam.
Diante do aumento nas buscas e no uso desses medicamentos, o consenso entre profissionais de saúde é claro: embora eficazes em casos específicos, as “canetas emagrecedoras” não são soluções milagrosas e exigem responsabilidade no uso.
Com G1
