Homem é preso suspeito de agiotagem e usar imagem do “Senhor Barriga” para intimidar vítimas em Goiás

 

Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na última quinta-feira (12), no estado de Goiás, suspeito de praticar extorsões ao se apresentar como agiota e cobrar dívidas que, segundo a polícia, não existiam. O investigado foi identificado como Wahlakison Lucas Mendes Caixeta, conhecido pelo apelido de “Fumaça”. A informação foi passada nesta terça-feira (17) pela polícia.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito utilizava a foto do personagem Senhor Barriga, do seriado mexicano Chaves, em seu perfil no WhatsApp enquanto fazia cobranças às vítimas.

Reprodução

As investigações apontam que Wahlakison enviava mensagens insistentes e ameaçadoras exigindo o pagamento de supostas dívidas com juros abusivos. Em muitos casos, os valores cobrados sequer existiam. Para pressionar as vítimas, ele adotava diferentes formas de intimidação.

Segundo a polícia, durante chamadas de vídeo pelo WhatsApp, o homem chegava a exibir armas de fogo para assustar as pessoas. Em outras ocasiões, gravava vídeos em frente à casa das vítimas e enviava os registros para demonstrar que sabia onde elas moravam e acompanhava sua rotina e a de familiares.

A investigação também revelou que o suspeito teria abordado uma vítima em via pública e feito ameaças de morte para forçar o pagamento das quantias exigidas.

Durante o cumprimento de mandado de busca na residência do investigado, localizada no bairro Jardim Jockey Clube, os policiais apreenderam um simulacro de pistola do tipo airsoft, um soco inglês e uma máquina de choque. No imóvel também foram encontrados diversos bens considerados de alto valor, como televisores modernos, uma geladeira de inox com três portas, fornos de embutir e uma motocicleta branca.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Wahlakison já possui condenação por roubo e estava cumprindo pena em regime aberto no momento da prisão. Diante da reincidência, o delegado responsável pelo caso solicitou à Justiça que a prisão em flagrante seja convertida em prisão preventiva.

A corporação divulgou o nome do suspeito com o objetivo de que outras possíveis vítimas reconheçam o caso e procurem as autoridades para registrar denúncia.

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