Internação de Bolsonaro reacende pressão por prisão domiciliar

 

A nova internação do ex-presidente Jair BBolsonaro nesta sexta-feira (13) voltou a intensificar o debate sobre a possibilidade de ele cumprir pena em regime de prisão domiciliar. Aliados e familiares passaram a reforçar críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria do processo, afirmando que o estado de saúde do ex-chefe do Executivo exige medidas mais brandas.

Segundo informações divulgadas pelos médicos, a internação, que deve durar pelo menos sete dias, pode resultar em um novo pedido formal da defesa para que Bolsonaro, após receber alta médica, não retorne ao presídio conhecido como Papudinha, em Brasília, mas seja autorizado a permanecer em casa.

A estratégia jurídica deve reforçar argumentos relacionados ao estado clínico do ex-presidente. De acordo com aliados, Bolsonaro necessita de acompanhamento constante, principalmente durante a noite, período em que enfrentaria dificuldades para dormir e episódios de sufocamento provocados por refluxo.

Jair Bolsonaro Foto -Agência Folha

A defesa também pretende citar precedentes judiciais para sustentar o pedido. Um dos exemplos mencionados é o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização para cumprir pena em casa após diagnóstico de Parkinson. Advogados ligados ao caso afirmam que o quadro de saúde de Bolsonaro seria igualmente grave e, portanto, justificaria tratamento semelhante.

Apesar das alegações, o ministro Alexandre de Moraes já declarou anteriormente que a unidade prisional possui estrutura médica suficiente para atender às necessidades do ex-presidente. Para os defensores, porém, a assistência seria limitada, especialmente durante a madrugada, quando não há acompanhamento contínuo dentro da cela.

Bolsonaro foi encaminhado ao hospital após apresentar piora no quadro clínico durante a madrugada, com sintomas como febre alta, sudorese e calafrios. Até o momento, não há previsão oficial de alta médica.

Com a nova hospitalização, aliados prometem ampliar a pressão política e jurídica para que o STF reavalie as condições de detenção do ex-presidente. O caso volta a colocar em debate os critérios adotados pela Justiça para concessão de prisão domiciliar em situações envolvendo problemas de saúde.

Com CNN Brasil

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