Prefeitos de Alagoas discutem criação de teto para cachês de artistas em festas municipais
Prefeitos de diversos municípios de Alagoas iniciaram um debate sobre a possibilidade de estabelecer limites ou parâmetros para os cachês pagos a artistas contratados para festas promovidas pelas prefeituras. O tema foi discutido durante uma reunião realizada esta semana na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em Maceió.
A discussão surgiu após o aumento significativo nos valores cobrados por artistas e bandas de alcance nacional, o que tem pressionado os cofres públicos, principalmente nos municípios de pequeno e médio porte. Gestores municipais demonstraram preocupação com a escalada dos cachês e defendem a criação de critérios mais equilibrados para evitar gastos excessivos.
A iniciativa segue uma movimentação já adotada em estados como a Bahia, onde prefeitos estabeleceram um teto para a contratação de shows durante eventos públicos. Os gestores avaliam que o debate pode estimular uma mobilização maior entre municípios brasileiros para criar parâmetros mais responsáveis na contratação de atrações artísticas, garantindo a continuidade das festas tradicionais sem afetar a saúde financeira das cidades.

Durante o encontro, o prefeito de Quebrangulo, Manoel Tenório, afirmou que a discussão não tem como objetivo acabar com as festas populares, mas sim garantir responsabilidade no uso do dinheiro público.
Segundo ele, os gestores precisam considerar a realidade financeira das cidades antes de fechar contratos para grandes atrações. “Precisamos discutir esses valores e construir um entendimento coletivo que preserve as tradições culturais, mas também proteja as contas públicas”, destacou.
Já o presidente da AMA e prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrão, ressaltou que o objetivo é promover um debate responsável sobre as prioridades da gestão municipal.
De acordo com ele, em alguns casos o valor pago por apenas um show poderia ser destinado a investimentos em áreas essenciais como saúde, educação ou habitação. “O que estamos discutindo é equilíbrio, para que as festas continuem acontecendo sem comprometer o orçamento das prefeituras”, afirmou.
*Com informações da Ascom/AMA
