Discreto nas ruas, ambicioso nas urnas: presidente da Assembleia quer liderar votação na Casa de Tavares Bastos
O presidente da Assembleia Legislativa entra na nova disputa eleitoral mantendo uma marca já conhecida: campanhas discretas, sem alarde e longe dos grandes eventos de massa.
Historicamente, ele nunca figurou entre os mais populares. Costuma se eleger no chamado “meio da tabela”, com uma votação suficiente para garantir mandato, mas sem protagonismo numérico. Desta vez, porém, o objetivo é outro: trabalhar para ser o mais votado entre os 27 futuros integrantes da chamada “Casa de Tavares Bastos”.
A estratégia não muda no formato, mas ganha intensidade no conteúdo. Nada de agendas com superprodução, carreatas volumosas ou fotos que exibam grandes apoios. O foco segue na articulação silenciosa, na consolidação de bases e na ampliação de territórios conquistados nos últimos quatro anos — Roteiro é apontado como um dos exemplos dessa expansão.
Outro ponto relevante é a mudança na lógica de alianças. Deputados que, na eleição passada, contaram com sua estrutura e divisão de votos deverão caminhar com as próprias pernas desta vez. A tendência é de concentração de forças, sem repetir acordos como o que ocorreu com Bruno Toledo no pleito anterior.
Nos bastidores, a eleição também tem peso estratégico. Em tese, ele deverá deixar a presidência da Assembleia no próximo ano. Ainda assim, a meta é manter influência decisiva sobre os rumos da Casa.
Mais do que garantir a reeleição, a votação será interpretada como um recado direto aos colegas parlamentares — uma demonstração de força política em meio à disputa interna pelo comando e pela correlação de forças no Legislativo.



