Com adesão expressiva, Saúde Até Você amplia acesso à saúde e acirra debate político em Alagoas
O aplicativo Saúde Até Você, lançado pelo Governo de Alagoas, já ultrapassou a marca de 40 mil downloads e contabiliza milhares de atendimentos por telemedicina. A proposta é simples: oferecer consultas médicas de forma remota, reduzindo filas em unidades presenciais e evitando que pacientes precisem madrugar em UPAs para conseguir atendimento.
Os números iniciais indicam forte adesão da população. A ferramenta permite agendamento, atendimento virtual e emissão de prescrição digital, ampliando o acesso principalmente para quem enfrenta dificuldades no modelo tradicional.
O avanço do programa estadual, no entanto, ocorre em meio a um cenário de embates políticos. O prefeito de Maceió, JHC, e aliados passaram a questionar o modelo remoto adotado pelo Estado. Entre as críticas levantadas está a eficácia do atendimento não presencial, embora alguns reconheçam que a telemedicina pode contribuir como suporte à rede.
Nos bastidores, o tema também ganhou espaço em veículos alinhados à oposição, que intensificaram debates sobre os limites do atendimento digital. A discussão gira em torno da qualidade, da resolutividade e da segurança do serviço prestado por meio da plataforma.
Curiosamente, fontes políticas apontam que houve interesse da própria gestão municipal em conhecer detalhes do modelo tecnológico utilizado pelo Estado, inclusive com consultas à empresa responsável pelo sistema.
O debate ocorre em um momento delicado para a administração municipal, que enfrenta desgaste após a repercussão da aplicação de recursos da previdência no Banco Master — assunto que ainda gera questionamentos na esfera pública.
Especialistas em gestão pública avaliam que a telemedicina não substitui totalmente o atendimento presencial, mas pode funcionar como ferramenta complementar, ajudando a desafogar unidades de saúde e ampliar o acesso, sobretudo para casos de menor complexidade.
Enquanto o embate político segue, usuários do aplicativo relatam satisfação com a possibilidade de resolver demandas médicas sem deslocamento. No centro da discussão, permanece a questão essencial: ampliar o acesso à saúde com eficiência e qualidade.
Até o momento, os indicadores apontam que o programa tem alcançado seu objetivo inicial — facilitar o atendimento e reduzir a pressão sobre a rede física.



