Membro de facção que cumpria ordens de traficante do RJ morre em confronto com a PM em AL
Um homem apontado como integrante de facção criminosa e que cumpria ordens de um traficante ligado ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, morreu após confronto com a Polícia Militar de Alagoas (PMAL) no município de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte do Estado. A ocorrência foi registrada nessa segunda-feira (9).
A ação foi resultado de uma operação integrada entre a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar (DINT/PMAL) e a 8ª Companhia de Polícia Militar Independente (8ª CPMI), após denúncia anônima feita por meio do Disque-Denúncia 181. As informações indicavam a presença de suspeitos armados envolvidos com o tráfico de drogas na região da Rota Ecológica dos Milagres.
De acordo com a PM, ao chegarem ao local indicado, equipes do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) foram recebidas a tiros por dois suspeitos, que tentaram fugir pelos telhados de residências próximas. Houve troca de tiros e um dos homens foi atingido.
Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Regional do Norte (HRN), mas não resistiu aos ferimentos. Já o segundo suspeito conseguiu fugir e segue sendo procurado pelas forças de segurança.
‘BRAÇO ARMADO’
Após a confirmação da identidade, a polícia informou que o homem morto era conhecido como Weberty, apelidado de “Cabeça”. Segundo as investigações, ele atuava como um dos braços armados de uma facção criminosa na região e seria suspeito de participação em homicídios e ocultação de cadáveres.
Ainda conforme as informações apuradas, o suspeito cumpria ordens de um traficante conhecido como “Kebinho”, que exerce influência criminosa na área e estaria escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Durante a ação, foram apreendidos armamentos, materiais ligados à atividade criminosa e um traje do tipo “ghillie”, utilizado para camuflagem em áreas de mata. O material foi encaminhado à delegacia para os procedimentos cabíveis.
A Polícia Militar destacou que a operação só foi possível graças à colaboração da população, por meio de denúncias anônimas ao 181, e reforçou a importância do apoio da sociedade no enfrentamento ao crime organizado.



