Guilherme Brandão: Cena do crime foi alterada

gera

“A cena do crime fala”. Esta é uma afirmação de especialistas na área de segurança pública e judiciária, por isso a importância da preservação do local do crime e do exame pericial. No caso do assassinato do empresário Guilherme Brandão esta tese foi confirmada pela eficiência das análises realizadas pelos peritos criminais que ajudaram no esclarecimento do homicídio e prisão do acusado, o gerente Marcelo Carnaúba.

No dia do assassinato, o trabalho realizado pela equipe de peritos no local, foi determinante para desconstruir o depoimento da principal testemunha, que passou de suspeito a acusado preso. Nos primeiros levantamentos três pontos foram decisivos para esta reviravolta no caso que chocou os alagoanos.

O primeiro ponto foi à distância em que o tiro foi realizado pelo autor do único disparo que ceifou a vida da vítima. Marcelo Carnaúba afirmou em depoimento, que foi a queima roupa, ou seja, em curta distância, onde traços de pólvora podem ser encontrados no corpo da vítima. Através do exame os peritos confirmaram que o tiro foi realizado a média distância.

O segundo e o terceiro ponto se referiu também a dinâmica do crime. Ainda no depoimento, Marcelo, apontou para os peritos a posição dos supostos assaltantes, a forma como foi efetuada o disparo e como o corpo havia caído. Mas durante os exames realizados pelos peritos no local, percebeu-se que esse testemunho continha várias contradições, entre elas a posição exata no momento em que a vítima recebeu o tiro, e a constatação que a posição em que o cadáver foi encontrado havia sido alterada.

Tentando dificultar as investigações e sustentar a acusação de crime latrocínio, Marcelo Carnaúba relatou características para a construção do retrato falado dos dois supostos assaltantes. Através desse recurso, dois jovens suspeitos foram presos armados com um revolver, outra equipe do IC foi acionada e realizou o exame residuográfico que também deu negativo, aumentando as suspeitas contra o testemunho de Marcelo.

Segundo o diretor da Perícia Oficial João Alfredo, foi exatamente esta interação na cena do crime, entre a equipe de peritos com os policiais civis, que determinou os rumos das investigações que culminou com o esclarecimento do crime. “. Quando a prova material é robusta e consegue dá materialidade ao crime, é muito difícil de ser contestada ou derrubada, e uma vez que você inclui essa materialização da prova no laudo fica muito mais fácil para a polícia e o poder judiciário tirar suas conclusões, neste caso, afirmar a autoria do crime”, explicou o diretor.

Exame de balística e papiloscópico

Durante o exame no local do crime, os peritos ainda encontraram um projétil calibre 38 e várias digitais. Todo esse material será utilizado para exames complementares. As impressões papiloscópicas estão sendo analisadas no Instituto de Identificação.

No caso do projétil de arma de fogo, o material foi entregue no mesmo dia ao protocolo do Instituto de Criminalística de Alagoas. Este material será utilizado para se fazer o confronto balístico com a arma apreendida no local indicado pelo acusado, que também já foi entregue pela delegacia de homicídios ao laboratório de balística do IC.

As previsões de entrega dos laudos criminais, incluindo os exames de laboratórios são de 10 dias úteis, podendo este prazo ser prorrogado de acordo com a demanda. Assim que concluído os laudos todos serão encaminhados para a Delegacia responsável pela conclusão do inquérito policial, e diante da importância dessas provas periciais, todo este material será utilizado pelo Ministério Público para apresentar acusação oficial contra o preso Marcelo Carnaúba.

Fonte: Assessoria Perícia Oficial

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *