Testemunhas e marido de mulher morta após abordagem policial prestam depoimento em São Paulo

A Polícia Civil ouviu nesta sexta-feira (10) duas testemunhas que presenciaram a discussão que terminou com a morte de Thawanna Salmazio, baleada durante uma ocorrência na zona leste de São Paulo. Os depoimentos acontecem no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região central da capital.

Entre os ouvidos está um morador que presenciou o momento do disparo e afirmou que registrava a cena quando alertou aos policiais e demais presentes sobre a gravação. Segundo informações, foi ele quem pediu que outros moradores acionassem o socorro após Thawanna cair ferida no chão.

O Ministério Público de São Paulo acompanha os depoimentos e mantém uma investigação paralela sobre o caso. Dois promotores estiveram presentes na delegacia e também questionaram testemunhas sobre a dinâmica dos fatos. O órgão informou que irá analisar imagens e demais provas reunidas durante a apuração.

O marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, também compareceu ao DHPP e prestou depoimento pela primeira vez desde o episódio ocorrido na madrugada do último dia 3 de abril, em Cidade Tiradentes. Ele sustenta que foi impedido por policiais militares de prestar socorro à esposa logo após o disparo.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com a defesa da família, uma nova testemunha que teria presenciado toda a cena ainda não falou oficialmente com a polícia por receio de represálias. A intenção dos advogados é buscar apoio junto à Ouvidoria das Polícias para incentivar outras pessoas a colaborarem com as investigações.

A policial militar Yasmin Cursino, apontada como autora do disparo, já foi ouvida anteriormente. Ela foi afastada das funções e responde a um Inquérito Policial Militar, além de investigação conduzida pelo DHPP.
O caso também levanta questionamentos sobre possíveis inconsistências no boletim de ocorrência.

Segundo informações divulgadas, o documento inicial não mencionava o uso de câmeras corporais pelos agentes, embora a Secretaria de Segurança Pública tenha confirmado que ao menos um policial utilizava o equipamento durante a ação.

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