Acusada de mandar matar a própria irmã é absolvida em novo júri, e MP de Alagoas anuncia recurso

A Justiça de Alagoas absolveu nesta quinta-feira (9) Luciana Pinheiro, acusada de ser a mandante do assassinato da própria irmã, a servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro, morta a tiros em 2012, em Maceió.

O julgamento aconteceu no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital e se estendeu ao longo de todo o dia. O órgão ministerial foi representado na acusação do caso pelo promotor Antônio Vilas Boas. Após a decisão do júri popular, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que irá recorrer da sentença. O órgão atuou na acusação por meio do promotor Antônio Vilas Boas.

Este foi o segundo julgamento do caso, realizado após o Tribunal de Justiça de Alagoas determinar um novo júri ao acolher recurso apresentado pelo MP.
Durante a sessão, irmãs da vítima e da ré prestaram depoimento e relataram momentos que antecederam o crime.

Uma das testemunhas afirmou que esteve na casa de Quitéria horas antes do assassinato e declarou acreditar que também poderia ter sido morta naquele dia. Segundo ela, os executores do homicídio já estavam na residência no momento de sua visita.

Promotor Vilas Boas Foto: Claudemir Mota/MPAL

Outra irmã contou que recebeu inicialmente a informação de que Quitéria havia sido vítima de um assalto, mas estranhou a situação ao lembrar dos relatos feitos anteriormente sobre a presença dos suspeitos na casa da vítima.

Quitéria foi assassinada em 12 de agosto de 2012 dentro da própria residência, no bairro Gruta de Lourdes. O autor dos disparos foi identificado como Mustafá Rodrigues do Nascimento, que, segundo a investigação, agiu a mando de Klinger Pinheiro Dias Gomes, sobrinho da vítima.

Klinger confessou ter contratado o executor por R$ 1.500 e afirmou à polícia que a motivação do crime seria uma dívida de R$ 5 mil envolvendo sua mãe e a vítima. Conforme a investigação policial, o plano teria sido articulado com participação direta da mãe de Klinger, apontada como autora intelectual do homicídio.

Apesar das acusações e do entendimento da polícia sobre a suposta participação de Luciana no planejamento do assassinato, o conselho de sentença decidiu pela absolvição da ré. O caso, no entanto, deve continuar sendo debatido judicialmente após o recurso anunciado pelo Ministério Público

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