Marido de PM encontrada morta em SP nega agressões e diz ser alvo de “narrativas”
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, afirmou nesta quarta-feira (11) que é vítima de acusações injustas após a morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal morava, em São Paulo.
Em entrevista à Record TV, o oficial classificou como “narrativas” as acusações de que teria comportamento violento ou abusivo. Segundo ele, as alegações estariam sendo disseminadas por familiares da vítima.
“Cada dia surge uma mentira diferente para denegrir a minha imagem. O Brasil inteiro acha que eu sou um assassino”, declarou o tenente-coronel durante a entrevista.
Gisele chegou a ser socorrida após o disparo, mas não resistiu. Um laudo do Instituto Médico Legal apontou que a policial apresentava lesões no pescoço e no rosto, com marcas que indicariam pressão de dedos ou unhas. Geraldo afirmou acreditar que essas marcas possam ter sido provocadas pela filha da vítima durante brincadeiras, já que, segundo ele, a criança costumava ficar apoiada no pescoço da mãe.
A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso como morte suspeita e avalia a possibilidade de solicitar a prisão do oficial.
Durante a entrevista, o coronel disse que ainda não sabe o que teria levado a esposa a tirar a própria vida. “Era uma mulher bonita, simpática e jovem. Todos os dias peço a Deus que conforte meu coração”, afirmou.
Ele também explicou que tomou um segundo banho no dia do ocorrido porque estava passando mal e acreditava que precisaria ir ao hospital e depois prestar depoimento à polícia. A atitude de retornar ao apartamento após o socorro da vítima levantou questionamentos sobre a preservação da cena para a perícia.
Geraldo Neto ainda negou que controlasse ou restringisse o comportamento da esposa, como alegado por familiares. “Basta ver as redes sociais dela. Em todas as fotos está de maquiagem, bem vestida, com batom. Nunca privei ela de nada”, disse.
O oficial também comentou as suspeitas levantadas pela família da vítima. “Não culpo os pais dela por terem dúvidas. Se estivessem só ela e a mãe no apartamento e acontecesse algo assim, eu também desconfiaria”, afirmou.

Segundo ele, a limpeza do apartamento foi determinada por um superior da corporação após a realização da perícia. O tenente-coronel afirmou que não mexeu no local antes da chegada dos peritos.
De acordo com o relato dado à polícia, ele estava no banho quando ouviu o disparo. Ao sair, encontrou a esposa caída no chão, com sangramento intenso e segurando uma pistola. A arma utilizada, segundo o oficial, era de sua propriedade e estava guardada sobre o armário do quarto naquele dia.
Com mais de dez anos de atuação na Polícia Militar, Gisele exercia funções administrativas na corporação. Ela deixou uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Enquanto as investigações avançam, o caso segue cercado de questionamentos e repercussão pública.
