Superbactéria resistente a antibióticos é detectada em UTI de hospital de Campinas e sete pacientes são isolados
Sete pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, testaram positivo para a enzima bacteriana KPC, conhecida como uma “superbactéria” por apresentar alta resistência a diversos antibióticos.
De acordo com a direção da unidade hospitalar, os casos foram identificados durante uma avaliação de rotina realizada pelo setor de controle de infecções. Após a confirmação, a ala adulta da UTI foi temporariamente fechada para a admissão de novos pacientes a partir da última terça-feira (10), como medida preventiva.
A administração do hospital informou que os sete pacientes infectados permanecerão isolados em um espaço específico dentro da UTI e serão acompanhados por uma equipe exclusiva de profissionais de saúde. Outros três pacientes que estavam no mesmo setor serão transferidos para leitos de igual complexidade na rede hospitalar.

Além do isolamento, a área passará por um processo rigoroso de higienização e desinfecção. Um plano de contingência também foi encaminhado ao Departamento de Vigilância em Saúde, que avalia as medidas adotadas pela unidade.
A KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) é uma enzima produzida por bactérias capazes de provocar infecções graves, como pneumonia, infecções urinárias, infecções na corrente sanguínea e sepse. Por ser altamente resistente aos antibióticos tradicionais, o tratamento costuma ser mais complexo.
Especialistas apontam que pacientes internados em UTIs estão entre os mais vulneráveis a esse tipo de infecção, principalmente por estarem debilitados e expostos a ambientes onde há uso frequente de antibióticos, o que favorece o surgimento de microrganismos resistentes.
Os primeiros registros da bactéria no Brasil ocorreram em 2005, também no estado de São Paulo, e desde então ela tem sido monitorada com atenção por autoridades sanitárias.
