Confusão em Arapiraca coloca final do Alagoano sob risco de portões fechados
A confusão generalizada registrada após a eliminação do ASA na Copa do Brasil pode trazer reflexos diretos para a decisão do Campeonato Alagoano. O Ministério Público de Alagoas instaurou procedimento administrativo para apurar falhas na segurança durante a partida realizada na noite de quarta-feira (25), no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.
O tumulto ocorreu após a derrota do ASA por 2 a 1 para o Operário Futebol Clube. Jogadores das duas equipes entraram em confronto, houve invasão de torcedores ao gramado e a arbitragem precisou ser protegida por policiais militares. As imagens do episódio circularam nas redes sociais e agora integram o material que será analisado pela Promotoria.
Segundo o promotor de Justiça Thiago Chacon, os fatos registrados são considerados graves, sobretudo pela participação de atletas, integrantes de comissões técnicas, dirigentes e torcedores, além da facilidade com que o campo foi invadido. Ele destacou que a reincidência de episódios de violência pode resultar em medidas mais severas, como perda de mando de campo ou realização de partidas com portões fechados.

O MP requisitou esclarecimentos ao clube mandante sobre o esquema de segurança adotado, questionando o número de profissionais envolvidos e a organização do evento. A Polícia Militar também foi notificada para informar o efetivo empregado e as estratégias preventivas adotadas. Já à Federação Alagoana de Futebol foram solicitadas cópias da súmula, boletins e atas da partida, além da recomendação para adoção de providências disciplinares.
A Promotoria de Defesa do Consumidor avalia dois pontos principais: a falha na contenção da invasão ao gramado e o que considera número insuficiente de agentes de segurança para garantir a integridade do espetáculo esportivo.
Com base na Lei nº 14.597/2023, conhecida como Lei Geral do Esporte, o jogo com portões fechados pode ser aplicado como medida administrativa e disciplinar para conter a violência. A decisão sobre eventuais restrições para o segundo jogo da final do Estadual, marcado para 7 de março, em Arapiraca, será tomada após a conclusão das análises.
Com informações da Ascom/MP



