Vídeos: Buracos fechados com barro escancaram descaso da Conasa Águas do Sertão em Palmeira dos Índios
As obras de saneamento básico realizadas pela Águas do Sertão Conasa em Palmeira dos Indios, que deveriam representar avanço na infraestrutura, têm provocado revolta e indignação entre moradores. Desde o início dos serviços, iniciados em dezembro de 2024, o que se vê nas ruas é um rastro de buracos, pavimentação destruída e serviços inacabados.
Lama no lugar de asfalto
Imagens enviadas à nossa redação mostram trabalhadores fechando buracos com barro, em vez de recompor o asfalto ou o calçamento original. A prática, considerada paliativa e inaceitável por moradores, transforma vias públicas em verdadeiros cenários de abandono. Em períodos de chuva, o problema se agrava: a lama toma conta das ruas, dificultando o tráfego de veículos e colocando pedestres em risco.
Relatos apontam prejuízos materiais, como danos a veículos, além do aumento da poeira e da sujeira dentro das residências. Em diversos bairros, há crateras abertas há semanas, sem sinalização adequada e sem qualquer previsão clara de conclusão dos serviços.
Obras sem planejamento visível
Desde o começo das intervenções, a sensação predominante é a de desorganização. Ruas são abertas e permanecem assim por tempo indeterminado. Em alguns pontos, o calçamento foi completamente removido e não houve recomposição adequada, comprometendo a mobilidade urbana e afetando diretamente o comércio local.
A falta de comunicação transparente também é alvo de críticas. Moradores afirmam que não recebem informações sobre cronogramas, prazos ou etapas das obras, convivendo diariamente com transtornos sem saber quando a situação será normalizada.
População cobra providências
A melhoria na infraestrutura da cidade não pode servir de justificativa para a degradação urbana e nem para soluções improvisadas como o uso de barro para tapar buracos. A população cobra explicações formais, um cronograma detalhado de recuperação das vias e a garantia de que a pavimentação será refeita com qualidade e durabildade.
Enquanto isso, a cidade segue marcada por ruas danificadas, poeira, lama e crescente insatisfação, um retrato que contrasta com a promessa de desenvolvimento apresentada no início das obras. Quem sofre com tudo isso é a população.



