Madrasta é condenada a mais de 17 anos por arremessar criança do 4º andar em Maceió
A Justiça de Alagoas condenou, nesta quarta-feira (25), Adriana Ferreira da Silva a 17 anos, dois meses e sete dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de homicídio qualificado contra o enteado, que tinha seis anos na época do crime. O caso ocorreu na madrugada de 23 de maio de 2022, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, e provocou forte comoção na capital.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, a criança foi arremessada do quarto andar do prédio onde morava com o pai e a madrasta. Inicialmente, Adriana confessou à polícia ter jogado o menino pela janela como forma de vingança contra o companheiro.
No entanto, durante o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, ela mudou a versão apresentada anteriormente. Afirmou que pode ter desmaiado na noite do ocorrido e declarou não se lembrar com clareza do que aconteceu. Chegou a sugerir que a criança poderia ter escorregado de seus braços.
Os jurados rejeitaram a tese da defesa.
Segundo o Ministério Público, o juiz considerou que o crime foi premeditado e cometido por motivo torpe, destacando ainda que a vítima, por ser uma criança, não teve qualquer possibilidade de defesa. A sentença inicial havia fixado a pena em 18 anos e nove meses, mas foi abatido o período de um ano e seis meses em que a ré permaneceu presa preventivamente.
O julgamento aconteceu no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, também na capital alagoana. O caso foi analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
A criança sobreviveu à queda, mas, conforme destacado na decisão, teve a memória afetada e não se recorda com precisão dos fatos daquela madrugada.




