Justiça do Trabalho determina leilão de apartamento onde Fernando Collor de Mello cumpre prisão domiciliar em Maceió
A Justiça do Trabalho determinou que o apartamento de luxo onde o ex-presidente Fernando Collor de Mello cumpre prisão domiciliar, em Maceió (AL), seja levado a leilão. A decisão foi proferida pelo juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior, do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT de Alagoas).
Segundo informações divulgadas pelo UOL e confirmadas pelo jornal O Globo, o leilão está previsto para ocorrer em junho, mas ainda depende de confirmação do juiz responsável pela 3ª Vara do Trabalho.
O imóvel, localizado em área nobre da capital alagoana, tem cerca de 600 metros quadrados, vista para o mar, piscina privativa, bar e quatro suítes. De acordo com a Justiça do Trabalho, o apartamento foi avaliado em R$ 9 milhões no fim de 2024.
Collor cumpre atualmente prisão domiciliar no local. Em 2023, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo relacionado a um esquema na BR Distribuidora.
Inicialmente, o ex-presidente iniciou o cumprimento da pena no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió. Posteriormente, obteve o direito à prisão domiciliar humanitária, concedida em razão da idade, 75 anos, e de problemas de saúde, como doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.
No entanto, o juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior determinou que esse imóvel em que ele cumpre a pena seja vendido em leilão por conta de uma dívida trabalhista.
De acordo com o portal UOL, a defesa de Collor alega que essa dívida já foi paga. Já a defesa da trabalhadora — uma jornalista que atuou na TV Gazeta, da qual Collor é dono — afirma que em 2019 houve um acordo para ela receber R$ 80 mil em salários atrasados, mas que os valores não foram pagos integralmente.




